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Home -- Portuguese -- 04. Sira -- 3 A crescente resistência de Meca a Muhammad

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04. A VIDA DE MUHAMMAD SEGUNDO IBN HISHAM

3 - A Crescente RESISTÊNCIA de Meca a Muhammad (616 a 619 d.C.)

O crescente boicote dos mecanos -- A visão de Muhammad de sua subida ao céu



3.01 -- A crescente resistência de Meca a Muhammad -- (616 a 619 d.C.)

Segundo Ibn Ishaq (falecido em 767 d.C.) Editado por Abd al-Malik Ibn Hischam (falecido em 834 d.C.)

Tradução original editada a partir do árabe por Alfred Guillaume

Uma seleção de anotações por Abd al-Masih e Salam Falaki

3.02 -- O crescente boicote dos mecanos (cerca de 616 d.C.)

3.02.1 --A conversão de Umar ibn al-Khattab (cerca de 616 d.C.)

Quando Amr ibn al-‘As e Abd Allah ibn Abi Rabi’a retornaram da Abissínia, não tendo completado as coisas a que se haviam dispostos, e como até mesmo Hamza e Umar ibn al-Khattab se converteram ao islã – sendo este último um homem forte e poderoso, contra quem ninguém ousava batalhar – os companheiros de Muhammad sentiram-se fortes o bastante para enfrentar os coraixitas.

Abd Allah ibn Mas’ud relatou: “Até a conversão de Umar, nós não podíamos orar na Caaba. Quando Umar* se converteu ao islã, começou a batalhar contra os coraixitas até que pôde orar na Caaba e nós com ele.” A conversão de Umar ocorreu após a emigração dos companheiros de Muhammad.

* Umar, que posteriormente se tornou o segundo califa, era um homem estudado, comparado ao Apóstolo Paulo em sua dinâmica. Após a morte de Muhammad, Umar e seu exército levaram o islã aos limites do norte da África e metade da Ásia. Ele conquistou Jerusalém e sujeitou os centros da cristandade ao islã. Ele foi o missionário muçulmano às nações – não vitoriosos com a palavra, mas com a espada.

Abd al-Rahman ibn al-Harith (que ouviu de sua mãe, filha de Abi Hathma) explicou: “Por Allah, nós queríamos deixar a Abissínia. Amir havia saído para pegar alguma coisa quando Umar ibn al-Khabbab chegou, que naquele tempo ainda era politeísta e que com frequência nos insultava e ofendia. Ele permaneceu de pé diante de mim e disse: ‘Então vocês estão de partida, mãe de Abd Allah!’ Eu respondi: ‘Sim, queremos ir à terra de Allah até que Allah nos ajude, já que vocês têm sido violentos e nos insultado.’ Ele respondeu: ‘Que Allah os acompanhe!’ e continuou. Eu percebi simpatia em seu semblante, simpatia tal que jamais vira nele. Ele parecia perturbado por nossa partida. Quando Amir voltou com o que fora buscar, eu lhe falei: ‘Você precisava ver agora mesmo o Umar, como ele parecia tão tocado e triste por nós.’ A isso ele respondeu: ‘Você espera que ele se converta?’ Eu respondi: ‘Sim.’ Ele respondeu: ‘Aquele que você viu há pouco não se converterá antes dos burros de al-Khattab.’ Ele era cético a respeito da conversão de Umar, já que sempre o via de maneira bruta e de coração duro à nossa fé.”

A conversão de Umar se deu da seguinte maneira: sua irmã, Fátima, que era esposa de Sa'id ibn Zaid ibn Amr ibn Naufal, havia se convertido ao islã com seu marido, embora em segredo, por temer a Umar. Nu’aim ibn Abd Allah al-Nahham também, sendo ele dos Banu ‘Adi ibn Ka’b, se converteu ao islã, embora mantivesse sua fé em segredo por medo de que seu clã. Khabbab ibn al-Arat veio à irmã de Umar para ensiná-la o Alcorão. Um dia Umar saiu com uma espada embainhada e foi se encontrar com Muhammad, que estava reunido com cerca de quarenta pessoas à sua volta, tanto homens quanto mulheres, em uma casa próxima a Safa. Entre eles também estava seu tio Hamza, Abu Bakr, Ali e outros que permaneceram com ele em Meca e que não migraram.

Nu’aim ibn Abd Allah encontrou Umar e perguntou-lhe aonde pretendia ir. Ele respondeu: “Eu quero matar o apóstata Muhammad, que dividiu os coraixitas, os chamou de tolos, se após à fé e blasfemou contra os deuses.” Nu’aim então disse: “Por Allah, Umar, você está correndo à ruína. Você acha que os filhos de Abd Manaf te deixarão andar sobre a terra se você matar Muhammad? Por que você não volta à sua família e cuida de seus assuntos?” Umar respondeu: “A quem você se refere ao dizer ‘minha família’? Nu’aim respondeu: “Seu cunhado e primo Sa'id ibn Amr e sua irmã Fátima. Eles, por Allah, se converteram ao islã e seguem a Muhammad. Primeiro trate deles!” Com isso Umar deu meia volta e foi à habitação de seu cunhado. Lá Khabbab ibn al-Arat estava com um livro no qual a Sura 20, Ta-Há* estava escrita, e ele a estava ensinando. Quando ouviram a voz de Umar, Khabbab se escondeu e Fátima ocultou o texto em suas roupas. Porém, enquanto se aproximava da casa, ele ouviu como Khabbab recitava aos presentes. Logo que entrou, ele disse: “Que tipo de burburinho é esse que ouvi?” Eles disseram: “Você não ouviu coisa alguma.”

* Algumas Suras começam com letras misteriosas, cujo significado continua oculto – até mesmo para os muçulmanos. A Sura Ta-Há é uma delas.

Ele respondeu: “Com certeza ouvi! Eu também, por Allah, ouvi que vocês seguem a fé de Muhammad.” Com isso ele golpeou seu cunhado na face, e como sua irmã se pôs entre os dois, ele também bateu e a feriu. Com isso os dois confessaram: “Sim, nós nos tornamos muçulmanos. Nós cremos em Allah e em seu mensageiro. Agora faça o que achar bom!”. Quando Umar viu sua irmã sangrando, ele se encheu de remorso e ficou perplexo pelo que havia feito. Ele disse a ela: “Me dê o livro do qual ouvi vocês recitando. Eu quero ver o que Muhammad ofereceu a vocês.” – Umar era, de fato, alfabetizado. Fátima respondeu: “Nós temos medo de que você o estrague.” Porém ele garantiu: “Não tenha medo!” Então jurou por seus deuses que devolveria logo que tivesse lido.

Por causa dessas palavras ela esperava que ele se convertesse, por essa razão ela disse: “Sendo politeísta você é impuro. As Escrituras somente podem ser tocadas por alguém limpo.” Então Umar se levantou e se lavou. Então ela deu-lhe o livro no qual estava escrito a Sura Ta-Ha. Quando leu o começo, exclamou: “Que palavras bonitas e exaltadas!” Quando Khabbab ouviu isso, ele também entrou na sala e disse: “Por Allah, Umar, eu espero que Allah o tenha escolhido por meio da oração do profeta. Ainda ontem eu ouvi como ele orou: ‘Allah, fortaleça o islã por meio de Abu al-Hakam ibn Hisham ou por meio de Umar ibn al-Khattab.’ Então agora, Umar, converta-se a Allah!” Umar respondeu: “Me conduza a Muhammad, de modo que eu me converta diante dele.” Khabbab disse: “Ele está com alguns companheiros em uma casa próxima a Safa.”

Umar embainhou sua espada ao seu lado, foi à casa e bateu à porta. Um dos companheiros de Muhammad olhou pela fresta da porta. Quando viu Umar com sua espada do lado, ele teve medo e correu a Muhammad e contou a ele. Hamza ibn Abd al-Muttalib então disse: “Deixe-o entrar. Se ele tem algo em mente, nós daremos o troco a ele. Se ele vier com más intenções, nós vamos decapitá-lo com sua própria espada!” Então Muhammad o deixou entrar, se levantou e foi ter com ele na antecâmara. Ele o agarrou pelo cinto ou pelo colarinho e o puxou para perto de si e perguntou: “O que o trás aqui, Filho de Khattab? Por Allah, eu acho que você não vai descansar até que Allah te envie momentos difíceis.” Umar disse: “Mensageiro de Allah, eu vim confessar que creio em Allah e em seu mensageiro e naquilo que ele revelou de Allah.” Muhammad então exclamou: “Allah é grande!” Todos os que estavam reunidos na casa reconheceram que Umar se tornou um muçulmano.

Então os companheiros de Muhammad partiram, sentindo-se fortalecidos pelas conversões de Umar e Hamza. Eles sabiam que esses dois protegeriam Muhammad e percebiam que seus direitos estariam garantidos diante de seus inimigos.

3.02.2 -- A firmeza de Umar na fé islâmica

Nafi’, um ex-escravo de Abd Allah ibn Umar, me contou sobre Ibn Umar: “Após Umar ter se convertido ao islã, ele perguntou: ‘Que coraixita entende melhor das tradições?’ Quando lhe contaram a respeito de Jamil ibn Ma’mar al-Jumahi, ele foi visita-lo naquela manhã e “eu”, disse Ibn Umar, “o segui para ver o que ele faria.” Eu era um menino que entendia bem o que via. Quando ele chegou a Jamil, ele disse: “Você sabia que me tornei muçulmano e que sigo a fé de Muhammad?” Jamil não respondeu, mas fechou a parte externa de suas veste e entrou no santuário, onde os coraixitas estavam reunidos. Eu o seguia com meu pai. Então ele chamou com voz alta: ‘O filho de al-Khattab se tornou um apóstata!’ Umar gritou em seguida: ‘Ele está mentindo. Eu me tornei muçulmano e confesso que não há Deus além de Allah e que Muhammad é seu servo e mensageiro.’”

Os coraixitas caíram sobre ele e o feriram lutando um contra o outro até que o sol ficou diretamente acima de suas cabeças. Então Umar se cansou e se sentou. Os coraixitas se reuniram à sua volta e ele disse: ‘Façam o que vos parecer bom, mas, por Allah, se fossemos trezentos homens fortes, nós lutaríamos tanto até que vocês ou nós deixaríamos esse lugar.’ Enquanto eles discutiam, veio um coraixita mais velho, vestindo uma roupa externa feita de tecido iemenita e com vestes coloridas. Enquanto ele ficou diante de todos, ele perguntou o que estava acontecendo. Alguém o respondeu que Umar se tornara apóstata. A isso ele disse: ‘Então o deixem em paz! Ele escolheu uma fé para si mesmo, então o que mais vocês querem? Ou vocês por acaso acham que os Banu ‘Adi ibn Ka’b entregaram seu inimigo a vocês?’ E, por Allah, eles eram como uma roupa que fora deles despida.

Abd al-Rahman ibn al-Harith me relatou sobre uma esposa ou de alguém da família de Umar. Umar teria dito: “Na noite de minha conversão, eu estava contemplando quem poderia ser o inimigo mais amargo de Muhammad. Eu me determinei a ir a ele e dizer-lhe que eu havia me tornado muçulmano. Descobri que se tratava de Abu Jahl, então na manhã seguinte fui à sua casa e bati à porta.

Abu Jahl saiu e exclamou: ‘Bem vindo, meu sobrinho! O que o trás aqui?’ Eu respondi: ‘Eu vim te dizer que me tornei muçulmano e que creio em Allah e em Muhammad, seu mensageiro, e que considero sua revelação verdadeira.’ Então ele bateu a porta em minha cara e disse: ‘Que Allah envergonhe a você e sua mensagem!’”

3.02.3 -- Na ravina de Abu Talib

Quando os coraixitas viram que os companheiros de Muhammad haviam encontrado paz e proteção com o Negus, que Umar que convertera ao islã e que Hamza, também, estava apoiando Muhammad – e que o islã estava gradualmente avançando entre muitas tribos, eles se reuniram e se determinaram a redigir um documento no qual se obrigavam a não entrar em casamento com os Banu Hashim e a não comercializar com eles. Esse acordo foi fixado no interior da Caaba para fortalecer a aliança.

Com isso os Banu Hashim e Muttalib se retiraram para dentro da ravina de Abu Talib. Apenas Abu Lahab ibn Abd al-‘Uzza ibn Abd al-Muttalib separava os filhos de Hashim dos coraixitas. Husain ibn Abd Allah explicou: “Quando Abu Lahab abandonou seu clã e se tornou companheiro dos coraixitas, ele encontrou Hind, a filha de ‘Utba ibn Rabi’a, e disse a ela: ‘Agora, filha de ‘Utba, não tenho eu apoiado a Lat e Uzza e não tenho eu renunciado aos que se opõem a você?’ Ela respondeu: ‘Certamente, pai de ‘Utba, Allah te recompensará.’ Além disso, Abu Lahab teria dito, entre outras coisas: ‘Muhammad promete coisas após a morte e afirma a existência delas, sendo que, para mim, nem ele mesmo acredita nisso. O que ele me dará em minha mão?’ Então ele assoprou em suas mãos e disse: ‘Que você seja arruinado! Eu não vejo coisa alguma do que Muhammad fala.’ Então Allah revelou: ‘Que pereçam ambas as mãos de Abu Láhab e que ele pereça também!’” (Sura al-Masad 111:1).

Por dois ou três anos os muçulmanos viveram nessa ravina em grande angústia, já que seus amigos entre os coraixitas podiam ajudá-los apenas escondido. Uma vez, Abu Jahl encontrou Hakim ibn Hizam ibn Khuwailid e seu servo, os quais carregavam grãos. Hakim queria levá-los à sua tia Khadija, filha de Khuwailid, que com Muhammad, seu esposo, estava vivendo na ravina. Abu Jahl o agarrou fortemente e gritou: “Você quer ajudar os filhos de Hashim? Por Allah, você e sua comida não vão dar mais um passo além; você vai é me seguir a Meca, onde quero acabar com vocês dois.”

Abu al-Bakhtari ibn Hashim, então, apareceu e perguntou: “O que vocês têm aí?” Abu Jahl respondeu: “Ele quer levar comida aos Banu Hashim.” Então Abu al-Bakhtari disse: “Essa comida é pertence à tia dele e ele estava guardando, agora ela quer de volta. Você quer impedi-lo de devolver a própria comida dela? Deixe o homem em paz!” Porém Abu Jahl se recusou, de modo que trocaram golpes. Abu al-Bakhtari tomou uma queixada de um camelo e feriu Abu Jahl com ela. Além disso, ele deu alguns chutes fortes com seu pé. Hamza, que estava por ali perto, observou tudo. Isso incomodou aos dois que lutavam, porque Muhammad poderia ouvir tudo e ter prazer no que ouvisse.

3.02.4 -- O tio de Muhammad, Abu Lahab, e sua esposa, Umm Jamil

Enquanto Allah protegia Muhammad dos coraixitas, e os Banu Hashim, os Banu Muttalib e seu tio, também, os impedia de fazer-lhe qualquer mal, os coraixitas continuaram a fazer maldades e a hostiliza-lo. Então começaram a surgir revelações no Alcorão contra os coraixitas e contra aqueles que, particularmente, se erguiam contra Muhammad. Uma parte deles é menciona pelo nome e a outra parte era incluída entre o total dos descrentes. À primeira parte pertenceu Abu Lahab, o tio de Muhammad, e sua esposa Umm Jamil, filha de Harb, a “pegadora de madeira”. Ela recebeu esse apelido porque ela costumava lançar madeiras com espinhos pelo caminho de Muhammad. Por isso é dito no Alcorão: “1. Que pereça o poder de Abu Láhab e que ele pereça também! 2. De nada lhe valerão os seus bens, nem tudo quanto lucrou. 3. Entrará no fogo flamígero, 4. Bem como a sua mulher, a portadora de lenha, 5. Que levará ao pescoço uma corda de esparto.” (Sura al-Masad 111:1-5).

* A Sura de Muhammad amaldiçoando e se vingando de seu tio Lahab e sua esposa é um exemplo do espírito do Islã, que não abençoa, mas que amaldiçoa seus inimigos, que não ama, mas que odeia os adversários (Suras al-Masad 111:1-5).
Jesus ensinou o oposto: “Ame seus inimigos, abençoe aqueles que te amaldiçoam e façam o bem aos que te odeia, orem pelos que te perseguem, como filhos do Pai do céu.” (Mateus 5:44; Lucas 6:35).

Quando Umm Jamil teve consciência da revelação a respeito de si e de seu marido, é dito que ela teria ido a Muhammad com uma grande pedra em sua mão, quando ele estava sentado com Abu Bakr na Caaba. Quando ela estava diante deles, Allah a cegou, de modo que ela não podia ver Muhammad. Ela perguntou a Abu Bakr: “Onde está o seu amigo? Eu ouvi que ele está me criticando. Por Allah, se eu o encontrar, eu vou acertá-lo com essa pedra na boca!”

Quando ela se foi, Abu Bakr disse a Muhammad: “Você acha que ela te viu?” Muhammad respondeu: “Ela não me viu: Allah me deixou invisível para ela.”

3.02.5 -- A proibição de se zombar dos deuses

Uma vez, conforme me foi relatado, Abu Jahl encontrou o mensageiro de Allah e disse-lhe: “Pare de uma vez de ofender nossos deuses, ou nós ofenderemos o deus que você adora.” Então Allah revelou: “Não injurieis o que invocam, em vez de Deus, a menos que eles, em sua ignorância, injuriem iniquamente Deus.” (Sura al-Na’am 6:108). Muhammad parou imediatamente de ofender seus deuses, porém conclamou a todos a crerem em Allah.*

* Aqui encontramos a esperteza diplomática de Muhammad. Ele ocultou o lado negativo da verdade para poder propagar o lado positivo de sua mensagem sem obstáculos.

3.02.6 -- Aqueles que serão combustível no inferno

Sempre que Muhammad começava a recitar o Alcorão em uma assembleia e que chamava os coraixitas a crerem em Allah, os alertando sobre o destino de outras nações que já se passaram, sempre acontecia de Al-Nadr ibn al-Harith começar a contar a todos sobre o forte Rustem e sobre Isfendiar, os reis dos persas. Então ele dizia: “Por Allah, as histórias de Muhammad não são mais interessantes para mim do que essas outras histórias. Elas também são copiadas de livros antigos, tal como as minhas.”

Então Allah revelou: “E afirmam: São fábulas dos primitivos que ele mandou escrever. São ditadas a ele, de manhã e à tarde! Dize-lhes: Revelou-mo Quem conhece o mistério dos céus e da terra, porque é Indulgente, Misericordiosíssimo.” (Sura al-Furqan 25:5,6). “Ai de todo mendaz, pecador. Que escuta os versículos de Deus, quando lhe são recitados, e se obstina, ensoberbecido, como se não os tivesse ouvido! Anuncia-lhe um doloroso castigo.” (Sura al-Jathiya 45:7,8). “Acaso, não é certo que em sua calúnia dizem: Deus tem gerado!? Certamente que são embusteiros!” (Sura al-Saffat 37:151,152).

* A disputa teológica dos muçulmanos e cristãos se intensificou durante o curso da crescente rejeição de Muhammad ao politeísmo. Ele descreveu os cristãos como mentirosos porque criam no Filho de Deus. Posteriormente ele os amaldiçoou em sua fúria (Suras al-‘Imran 3:61; al-Tawba 9:29,30).

Um dia, Muhammad estava sentado com Walid ibn al-Mughira e outros coraixitas na área da Caaba. Al-Nadr ibn al-Harith veio e se sentou com eles. Muhammad falou por um tempo e al-Nadr o contradisse. Muhammad finalmente o fez se silenciar e recitou o seguinte verso do Alcorão: “Vós, com tudo quanto adorais, em vez de Deus, sereis combustível do inferno, no qual entrareis, por certo. Se houvessem aqueles sido deuses, não o teria adentrado; ali todos permanecerão eternamente, onde se lamentarão mas não serão ouvidos.” (Sura al-Anbiya’ 21:98-100).

Quando Muhammad ainda mal havia se levantado, chegou Abd Allah ibn al-Ziba’ri, o samita, e se sentou entre os outros. Al-Walid ibn al-Mughira disse a ele: “Al-Nadr mal havia se sentado entre nós e Muhammad disse que nós e todos os que adoram outros além de Allah seremos combustível no inferno.” Abd Allah respondeu: “Por Allah, se eu o encontrar eu vou discutir com ele. Pergunte a ele se tudo o que é adorado além de Allah também irá para o inferno, incluindo ele, que também adorou a outros. Nós adoramos os anjos, os judeus a Ezra* e os cristãos a Jesus.” A fala de Abd Allah agradou a al-Walid e aos outros. Eles ficaram felizes que ele tenha apresentado provas contra o que Muhammad vinha dizendo. Quando Muhammad ficou sabendo o que Abd Allah disse, ele respondeu: “Apenas aqueles que quiseram adorar a outros além de Allah serão queimados, juntos com aqueles que adoraram a outros deuses.”** Os coraixitas adoram a satãs (tawagit) e ídolos, que querem ser por eles adorados.” Naquele tempo Allah o revelou: “Em verdade, aqueles a quem predestinamos o Nossos bem, serão afastados disso. Não ouvirão a crepitação (da fogueira) e desfrutarão eternamente de tudo quanto à sua alma apetecer.” (Sura al-Anbiya’ 21:101,102), por exemplo, Jesus, Ezra, os rabinos e sacerdotes, que morreram em obediência a Allah.

* Os judeus algumas vezes honravam a Ezra com tanta ênfase que os de fora entendiam isso como adoração.
** A adoração a Cristo (Apocalipse 5:12) representa uma abominação aos muçulmanos. Segundo o entendimento islâmico, a ameaça de punição no fogo eterno do inferno inclui cristãos que adoram a Jesus.

A respeito da afirmação de que eles adoram a anjos, que são filhas de Allah, veio a revelação: “E dizem: O Clemente teve um filho! Glorificado seja! Qual! São apenas servos veneráveis, esses a quem chamam de filhos, que jamais se antecipam a Ele no falar, e que agem sob o Seu comando.” (Sura al-Anbiya’ 21:26,27).

A respeito de Jesus, veio a resposta: “Ele (Jesus) não é mais do que um servo que agraciamos, e do qual fizemos um exemplo para os israelitas... 61 E (Jesus) será um sinal (do advento) da Hora. Não duvideis, pois, dela, e segui-me, porque esta é a senda reta.’” (Sura al-Zukhruf 43:59 e 61). Os milagres que realizou por meio dele, como a ressurreição dos mortos e a cura dos enfermos, são provas suficientes para a hora.* Portanto, não duvide!

* Cristo e Seus milagres são contados no islã como sinal da vinda do julgamento de Allah!

3.02.7 -- A respeito da ressurreição dos mortos

Ubayy ibn Khalaf e Uqba ibn Abi Muit eram amigos próximos. Um dia, Ubayy ouviu que Uqba havia se sentado com Muhammad e o ouvido. Portanto, eles foram ter com ele e disseram: “Eu ouvi que você procurou a Muhammad e o ouviu. Se isso é verdade, então eu juro que não vou mais te ver e não vou mais querer falar com você até que você se aproxime dele e cuspa na cara dele.” Uqba, que Allah o amaldiçoe!, o inimigo de Allah, fez isso. Por isso o exaltado Allah revelou: “Será o dia em que o iníquo morderá as mãos e dirá: Oxalá tivesse seguido a senda do Mensageiro!” (Sura al-Furqan 25:27).

Uma vez, Ubayy foi com um osso velho a Muhammad e o perguntou se ele realmente acreditava que aquele osso ressuscitaria. Ele os esfarelou com suas mãos e assoprou ao vento. Muhammad respondeu: De fato, esse osso e você mesmo, quando estiver na mesma condição, serão ressuscitados por Allah e levados ao inferno”*

* Veja Sura Ya-Sin 36:78.

3.02.8 -- A disputa entre Muhammad e os idólatras coraixitas

Um dia, enquanto Muhammad andava à volta da Caaba, al-Aswad ibn al-Muttalib, Walid ibn al-Mughira, Umaiyya ibn Khalaf e al-‘As ibn Wa’il – sendo estes homens respeitados entre os coraixitas – se puseram em seu caminho e disseram: “Tudo bem, Muhammad, nós queremos adorar ao seu Deus. Portanto, adore a nossos deuses você também, de modo que possamos orar juntos. Se aquilo que você adora é melhor, então nós também receberemos nossa porção. Se o que adoramos é melhor, então você também receberá sua porção.” Então Allah revelou: “Dize: Ó incrédulos, não adoro o que adorais...’” (Sura al-Kafirun 109:1,2).

3.02.9 -- A árvore de Zacum no inferno

Como a árvore Zacum estava sendo discutida no Alcorão, a fim de ameaçar os descrentes, Abu Jahl disse: “Ó, coraixitas, vocês sabem o que é a árvore Zacum, com a qual Muhammad os está ameaçando? Elas são as tamareiras de Medina com manteiga. Por Allah, se pudéssemos pegar essas Zacum, nós com certeza iriamos gostar do sabor.” Então Allah revelou: “Sabei que a árvore de zacum será o alimento do pecador. Com metal fundido que lhe ferverá nas entranhas. Como a borbulhante água fervente.” (Sura al-Dukhan 44:43-46).* A ideia de Abu Jahl é falsa.

* Compare com as Suras al-Saffat 37:62 e al-Waqi’a 56:52.

3.02.10 -- A respeito de Ibn Umm Maktum, o cego

Em uma ocasião, quando Muhammad tentava ganhar Walid ibn al-Mughira para o islã, o cego Ibn Umm Maktum se aproximou. Ele também falou com Muhammad e o pediu que recitasse o Alcorão. Porém, para Muhammad as perguntas do cego eram um incômodo, por isso preferiu se ocupar com Walid, cuja conversão ele vinha aguardando havia muito. Quando o cego quis ouvir mais dele, Muhammad, indignado, se virou e o deixou de pé.*

* Jesus, por outro lado, deixou as massas esperando e se virou para o cego e abriu seus olhos por meio de Sua palavra onipotente (Marcos 10:46-52). Muhammad não tinha poder para curar. Ele quis ganhar o forte para si e para o islã, mas não o fraco e doente. Ele deixou o homem cego esperando de fé para poder continuar falando com quem era mais influente. Jesus, porém, veio pelos pobres, miseráveis e doentes, para os fracos e pecadores a fim de ajudá-los. (Mateus 11:25-30).
Na Sura ‘Abasa 80:1-11 lemos que Muhammad foi repreendido por causa de seu comportamento para com o cego!

3.02.11 -- Sobre os que retornaram da Abissínia

Os companheiros de Muhammad que estavam na Abissínia ouviram rumores de que os mecanos se converteram ao islã, por isso se prepararam para retornar. Somente quando se aproximaram das vicinidades de Meca é que ouviram que não passavam de rumores falsos. Por isso eles tiveram de entrar em Meca em segredo. Alguns deles permaneceram na cidade até a emigração de Muhammad para Medina e lutaram ao seu lado em Badr e Uhud. Outros tiveram mais receio, de modo que não batalharam em Badr e nas outras batalhas. Outros morreram em Meca. Ao todo, 33 homens retornaram da Abissínia.*

* Ibn Hisham ignorou o fato de que Muhammad, durante o tempo em que o boicote dos mecanos se intensificava, teve um momento de fraqueza no qual reconheceu, além de Allah, que Lat, Uzza e Manat eram deuses, até mesmo legitimizando a existência delas por meio de revelação divina (Suras al-Najm 53:19-21 e al-Hajj 22:52,53). Posteriormente Muhammad rejeitou esses versos como sendo sopros de Satã. Os Versos Satânicos, porém, permanecem no Alcorão até o dia de hoje.
Quando os que buscavam asilo na Abissínia ouviram que Muhammad permitira um politeísmo limitado, eles encerraram sua permanência no país estrangeiro, desejosos de retornar a Meca. Mas quando chegaram de volta a casa, Muhammad já havia retratado o compromisso que fez com seus inimigos, dizendo que eram falsas revelações. Ele não fora capaz de discernir entre o sussurro de Satã e a voz do Deus verdadeiro. Essa declaração de Muhammad deixa aberta a questão se não há outros versos no Alcorão que também têm origem satânica.

3.02.12 -- A respeito da coragem de Uthman

Salih ibn Ibrahim ibn Abd al-Rahman ibn Auf me relatou algo que ouviu de alguém a quem o próprio Uthman contou: “Uthman ibn Mas’um viu como os companheiros de Muhammad sofriam enquanto ele próprio, sob a proteção de Walid, podia ir aonde quisesse. Então disse: ‘Por Allah, dói meu coração que eu viva sob a proteção de um idólatra enquanto meus camaradas e companheiros de fé sofrem todo tipo de problemas e dificuldades por causa de sua fé em Allah.’ Por isso ele foi a Walid e disse: ‘Sua proteção se mostrou valiosa. No entanto, no futuro eu abrirei mão dela.’ Al-Walid perguntou: “Por que, meu sobrinho? Alguém de meu clã o destratou?’ Ele respondeu: ‘Não, mas eu estou satisfeito com a proteção de Allah, por isso não preciso de outra proteção.’ A isso Walid respondeu: ‘Então vá comigo à Caaba e renuncie à minha proteção em público, já que foi em público que eu jurei protegê-lo.’ Uthman disse mais: ‘É verdade. Eu o tenho por fiel e um nobre protetor, mas não quero mais ser protegido por alguém além de Allah, Portanto, eu o liberto de sua obrigação.’”

Um dia, Labid ibn Rabi’a ibn Malik ibn Ja'far ibn Kilab recitou alguns versos na companhia de alguns coraixitas. Quando ele disse: “Tudo é em vão, exceto por Allah,” Uthman, que também estava presente, disse mais: ‘Você fala a verdade!” Labid continuou: ‘Tudo o que é agradável há de acabar algum dia!’ Uthman respondeu: ‘Você está mentindo. Os prazeres do paraíso são sem fim!’ Então Labid disse: ‘Ó, coraixita! Por Allah, nenhum de seus companheiros se sentiu ofendido por isso até agora. Desde quando isso vem acontecendo?’ Um dos presentes respondeu: ‘Não ligue para o que esse homem diz. Ele é um dos tolos que renunciou à nossa fé.’ Da parte de Uthman, ele também não quis ficar quieto, até que começou uma discussão e o homem o golpeou no olho, de modo que ficou verde e azul. Quando Walid viu isso, sendo que estava próximo, ele fez notar: ‘Por Allah, meu sobrinho, seu olho poderia ter sido poupado. Até há pouco você estava sob minha proteção.’ Uthman respondeu: ‘Não, por Allah, meu outro olho anseia pelo mesmo por Allah. Estou sob a proteção de alguém que é mais forte e mais poderoso do que você, pai de Abd Shams.’ Walid disse: ‘Então está bem, meu sobrinho, mas se você quer eu o porei de volta sob minha proteção.’ Uthman, porém, não quis mais saber disso.

3.02.13 -- A respeito de Abu Salama e de sua proteção

Abu Ishaq ibn Yasar me contou sobre Salama ibn Umar ibn Abi Salama: “Quando Abu Salama se pôs sob a proteção de Abu Talib, alguns homens dos Banu Makhzum foram ter com Abu Talib, e disseram: ‘Você já pôs sua proteção contra nós sobre o filho de seu sobrinho. Por que você precisa proteger outra pessoa de nós?’ Abu Talib respondeu: ‘Ele se pôs sob minha proteção e é filho de minha irmã. Se eu posso proteger o filho de minha irmã, então também posso proteger o filho de meu irmão.’ Então Abu Lahab se levantou e disse: ‘Por Allah, vocês já fizeram muito a esse velho. Vocês o atacam o tempo todo por proteger aqueles de seu clã. Deixem ele em paz.’ Responderam: ‘Não queremos fazer mais o que o desagrada, Pai de ‘Utba.’ Esse mesmo homem era amigo deles e seu apoio contra Muhammad, e assim permaneceu.”

3.02.14 -- A respeito de Abu Bakr

Muhammad ibn Muslim me contou, tendo ouvido de Aisha, que Abu Bakr, o fiel, pediu permissão a Muhammad para emigrar, sendo isso na época em que ele foi alvo de muitos insultos em Meca, quando os coraixitas fizeram aliança contra Muhammad e seus companheiros. Muhammad o autorizou, por isso ele partiu. Porém, quando ele já havia viajado por um ou dois dias, ele encontrou Ibn al-Dughunna, um irmão dos Banu al-Harith ibn Abd Manat ibn Kinana, que naquele tempo era senhor dos Ahabish. Esse homem perguntou a Abu Bakr aonde ele pretendia ir. Ele respondeu: “Meu povo praticamente me expulsou pela forma com que me insultava e me oprimia.” – “Por que isso?”, perguntou Ibn al-Dughunna, “você por acaso não é o ornamento de sua tribo, um auxiliador em casos de má sorte? Você é benevolente e traz de volta o que estava perdido. Retorne, eu te protegerei!” Abu Bakr retornou com ele a Meca e Ibn al-Dughunna explicou aos coraixitas que protegeria Abu Bakr e que ninguém deveria fazê-lo mal. A partir dali o deixaram em paz.

Aisha também disse que Abu Bakr tinha um lugar de oração na porta da frente de sua casa, entre os Banu Diumah. Ele era um homem emotivo e podia mover as outras pessoas às lágrimas com suas recitações do Alcorão. Jovens, escravos e mulheres, todos permaneciam de pé e o admiravam. Por essa razão, alguns dos coraixitas foram a Ibn al-Dughunna e reclamaram: “Você deu proteção a esse homem para que ele possa nos fazer mal? Quando ele ora e recita o Alcorão, ele está profundamente emocionado. Além disso, ele é um homem de aparência notável, de modo que tememos que ela possa desviar nossas mulheres, crianças e os mais fracos. Vá ter com ele e ordene que ele se recolha para sua casa. Lá ele pode fazer o que quiser.”

Então Ibn al-Dughunna foi a Abu Bakr e disse: “Eu não te ofereci proteção para que você possa humilhar seu povo. Eles se sentem incomodados porque você ora na frente de sua casa. Portanto, volta pra dentro de sua casa e faça o que você quiser!” Abu Bakr respondeu: “Ou eu renunciarei à sua proteção e me satisfarei com a proteção de Allah.” – “Então está bem,” respondeu Ibn al-Dughunna, “agora me confirme isso.” Com isso Abu Bakr disse: “Eu te livro de sua obrigação de me fornecer proteção.” Ibn al-Dughunna mostrou isso aos coraixitas e deixou a eles o direito de fazer o que quisessem contra Abu Bakr.

3.02.15 -- Como o banimento dos Banu Hashim foi revogado (cerca de 619 d.C.)

Os Banu Hashim e Muttalib haviam se recolhido para a ravina, após os coraixitas terem os banido. Porém, alguns dos coraixitas vieram para revogar o banimento. O mais zeloso foi Hisham ibn Amr ibn Rabi’a, que era sobrinho de Nadhla ibn Hashim do lado de sua mãe. Por essa razão ele era próximo dos Banu Hashim. Ele também desfrutava de uma reputação muito boa entre seu povo. Conforme ouvi, uma noite ele entrou na ravina na qual os Banu Hashim e Muttalib estavam vivendo. Ele tinha um camelo consigo, carregado de comida, sem as rédeas, de modo que conduzia o camelo por meio de toques. Em outra ocasião ele carregou o camelo com roupas e fez o mesmo.

Hisham foi a Zuhair ibn Abi Umaiyya, cuja mãe, Atika, era filha de Abd al-Muttalib, e disse: “Você gosta que você pode comer, se vestir e se casar como quiser enquanto seus tios maternos, como você bem sabem, não podem comprar, vender e nem se casar? Por Allah, se eles fossem os tios de Abi al-Hakim ibn Hisham, ele gritaria com você.” Zuhair respondeu: “Ai de você, Hisham! O que eu posso fazer sozinho? Se eu encontrasse mais alguém, eu tentaria revogar o banimento.” Hisham respondeu: “Eu sou seu segundo homem!” Então Zuhair disse: “Encontre um terceiro!” Hisham foi a Mut’im ibn Adi e disse: “Te parece certo que os dois clãs dos filhos de Abd Manaf pereçam diante de seus olhos? Nesse ponto, você concorda com os coraixitas? Por Allah, se você concordar com isso, em breve verá o que eles podem contra você.” Mut’im respondeu: “O que eu poderia fazer? Eu sou um só.” A isso Hisham respondeu: “Eu encontrei um segundo homem.” – “Quem?” – “Eu mesmo.” – “Então encontre um terceiro!” – “Isso já aconteceu!” – “Quem é ele?” – “Zuhair ibn Abi Umaiyya.” – Então agora encontre o quarto homem!” Hisham foi a Abu al-Bakhtari e disse a ele a mesma coisa que disseram a Mut’im. Ele perguntou: “Há alguém que me apoiará nesse assunto?” Hisham o contou sobre Zuhair e sobre si mesmo. O homem respondeu: “Então encontre um quinto homem!” Hisham foi a Zama ibn al-Aswad e falou com ele sobre seus parentes e sobre os direitos daqueles que foram banidos. Zama perguntou: “Quem concorda com o que você me sugere?” Hisham o contou sobre os outros e combinaram de se encontrar de noite na parte projetada de Hajun, em uma das partes altas de Meca. Ali se puseram sob obrigação mútua de preparar tudo para revogar o banimento. Zuhair se voluntariou a fazer o pedido.

Na manhã seguinte, quando, como de costume, os coraixitas se reuniram, apareceu Zuhair em vestes largas, dando volta à Caaba por sete vezes. Então se virou para os que estavam reunidos: “Moradores de Meca, é certo que nos alimentemos e nos vistamos bem, enquanto os Banu Hashim perecem e nós evitamos todo tipo de contato com eles? Por Allah, eu não descansarei até que esse acordo injusto, que divide nossa tribo, seja rasgado.”

Abu Jahl, que estava sentado em um lado do santuário, respondeu: “Você está mentindo. O banimento não será revogado.” Zama ibn al-Aswad disse: “Você, por Allah, é um grande mentiroso. Nós não concordamos quando esse acordo foi feito.” Abu al-Bakhtari respondeu: “Zama está certo, nós não concordamos com isso e não apoiamos o banimento.” A isso al-Mut’im disse mais: “Vocês dois falam a verdade. Quem diz diferente está mentindo. Diante de Allah, nós renunciamos a esse banimento e a tudo o que está nesse documento.”

Como Hisham apoiava, Abu Jahl gritou: “O assunto foi tratado de noite, quando a consulta ocorreu em outro lugar.” Com isso al-Mut’im se levantou e rasgou o papel, mas as traças já o haviam reduzido a pedaços. As únicas palavras ainda inteligíveis eram “em Seu nome, Allah”. O escritor do documento foi Mansur ibn ‘Ikrima, cuja mão, dizem, posteriormente se secou.

3.02.16 -- Como Muhammad converteu Rukana

Abu Ishaq ibn Yasar me contou: “Rukana ibn Abd Jazid, o homem mais forte entre os coraixitas, um dia se viu sozinho com Muhammad na ravina próxima a Meca. Muhammad disse: ‘Você não tem temor a Allah, Rukana, e por que não segue meu chamado?’ Ele respondeu: ‘Se eu soubesse que você fala a verdade eu te seguiria.’ Muhammad respondeu: ‘Se eu te lançar ao chão, você crerá que eu falo a verdade?’ – ‘Sim.’ – ‘Então se levante e vamos lutar!’ Rukana se levantou para lutar com Muhammad. Muhammad o acertou com um golpe que o derrubou indefeso ao chão. Rukana quis uma revanche, mas Muhammad novamente o derrubou. Então Rukana disse: ‘Por Allah, isso é fantástico. Como você consegue me derrubar?’ Muhammad respondeu: ‘Se você temer a Allah, eu te mostrarei coisas ainda mais maravilhosas.’ – ‘Como o que?’ – ‘Eu chamarei a árvore que você vê lá adiante e ela virá a mim.’ Com a insistência de Rukana, Muhammad chamou a árvore e ela permaneceu de pé diante dele, até que ele ordenasse que ela voltasse a seu lugar, que é o que ela fez. Rukana retornou ao seu povo e disse: ‘Ó, filhos de Abd Manaf, com seu amigo vocês podem encantar todos os habitantes da terra, porque, por Allah, eu nunca vi um mago mais poderoso.’ Então ele contou o que Muhammad fizera e o que ela vira.

* Se essa história for verdadeira, levanta-se a questão se Muhammad não foi um feiticeiro com poderes demoníacos à sua disposição.

3.02.17 -- A chegada dos delegados cristãos da Abissínia

Enquanto Muhammad ainda estava em Meca, chegaram a ele vinte cristãos, após terem ouvido relatos a seu respeito na Abissínia. Eles o encontraram no lugar de oração, se sentaram a seu lado, falaram com ele e o questionaram, tudo enquanto os coraixitas estavam em seu lugar de assembleia, próximo à Caaba. Após questionarem o mensageiro de Allah a respeito de tudo o que queriam saber da parte dele, ele os convidou a se submeterem a Allah e recitou diante deles alguns textos do Alcorão. Quando eles escutaram o Alcorão, seus olhos se encheram de lágrimas. Eles imediatamente aceitaram a Allah, creram nele, confiaram nele e experimentaram o que estava escrito sobre ele em seu livro. Eles mal haviam deixado Muhammad quando Abu Jahl ibn Hisham, com alguns dos homens dos coraixitas, apareceram para detê-los em seu caminho, dizendo: “Que Deus amaldiçoe sua delegação! As pessoas de sua religião, à qual vocês pertencem, os enviaram para que os levem notícias desse homem (Muhammad). Porém, vocês se sentaram com ele e imediatamente abandonaram sua religião, sem nem ao menos o conhecerem. Nunca vimos delegação mais estúpida do que essa!”

Outros disseram: “A delegação veio de Wadi Najran (no norte do Iêmen). Somente Deus sabe quem realmente eram!” A respeito dessa delegação, os seguintes versos foram revelados: “(São) aqueles a quem concedemos o Livro, antes, e nele crêem. E quando lhes é recitado (o Alcorão), dizem: Cremos nele, porque é a verdade, emanada do nosso Senhor. Em verdade, já éramos muçulmanos, antes disso.” (Sura al-Qasas 28:52,53).

* A atividade missionária dos muçulmanos que foram à Abissínia em busca de asilo teve seus efeitos. Alguns cristãos quiseram examinar o islã e visitaram Muhammad a fim de se familiarizarem com ele. Sempre haverá cristãos superficiais que entendem meias verdades religiosas e formas mais impressionantes de devoção como sendo a fé verdadeira. O Evangelho, porém, nos ensina que até mesmo a religiosidade mais profunda não pode salvar uma pessoa. O sangue do sacrificado Filho de Deus e nada mais produz a justificação que Deus leva em conta (cf. Romanos 1:17). Todas as outras religiões não levam a Deus. Elas continuam presas no erro da autorredenção e na legalidade.

3.02.18 -- “Allah deveria ter perdoado homens como esses...?”

Um dia, Muhammad estava sentado ao lado da Caaba, cercado por alguns de seus companheiros menos estimados, como Khabbab, Ammar, Abu Fukaiha Yasar, um ex-escravo de Safwan ibn Umaiyya ibn Muharrith e Suhaib. Os coraixitas começaram a falar cinicamente entre si: “Esses são os companheiros dele, tal como se vê. Será que Allah perdoaria justamente esses homens e os guiaria e daria conhecimento da verdade? Se realmente houvesse algo de bom na revelação de Muhammad, esses homens não nos precederiam. Allah não daria distinção deles antes de nós."

Então Allah revelou: “Não rechaces aqueles que de manhã e à tarde invocam seu Senhor, desejosos de contemplar o Seu Rosto. Não te cabe julgá-los, assim como não lhes compete julgar-te se os rechaçares, contar-te-ás entre os iníquos.” (Sura al-An'am 6:52).

3.02.19 -- Muhammad e Jabr, o cristão

Conforme me foi relatado, Muhammad frequentemente se sentava por Marwa (próximo a Meca), de frente a uma cabana de um jovem cristão chamado Jabr,* que era um escravo dos Banu al-Hadrami. Portanto, é dito que Jabr ensinou a Muhammad muito do que ele posteriormente revelou. Então apareceu o verso do Alcorão: “Bem sabemos o que dizem: Foi um ser humano que lho ensinou (o Alcorão a Mohammad). Porém, o idioma daquele a quem eludem tê-lo ensinado é o persa, enquanto que a deste (Alcorão) é a elucidativa língua árabe.” (Sura al-Nahl 16:103).

* O escravo Jabr é um dos cristãos de nome conhecido com quem Muhammad se sentava por horas com uma mistura de ideias, a fim de questioná-lo e receber ensinos do Evangelho. Os mecanos, que eram bem indispostos a Muhammad, zombavam e chamavam Jabr de o “Espírito Santo” de Muhammad, que o inspirava e de quem ele recebia a maior parte de suas revelações.

3.02.20 -- Como a sura al-Kawthar foi revelada

Conforme me foi relatado, al-‘As ibn Wa’il, o samita, disse o seguinte quando o assunto era Muhammad: “Deixem-no em paz! Ele não tem descendentes! Dentro de alguns anos, toda lembrança dele terá desaparecido e vocês terão paz.” Por isso Allah revelou: “Agraciamos-te com a abundância (al-Kawthar”* (Sura al-Kawthar 108:1), que é melhor que esta terra e o que nela há.

* Al-Kawthar significância “o grande, o exaltado e abundante”. Al-Kawthar também é o nome de um rio no paraíso que dizer ter numerosos afluentes. Suas águas são doces como mel e seu leito é coberto por pedras preciosas.

3.03 -- A visão de Muhammad de sua subida ao céu (cerca de 619 d.C.)

3.03.1 -- A jornada noturna de Muhammad e sua visão de uma ascensão ao céu

O islã já havia começado a se difundir entre os coraixitas e entre outros clãs de Meca quando Muhammad foi transladado do lugar de adoração em Meca para o templo em Jerusalém. A respeito de sua jornada, há tradições de Abd Allah ibn Mas’ud, de Abu Sa'id al-Khudri, de Aisha, a esposa de Muhammad, de Mu'awiya ibn Abi Sufyan, de Hassan ibn Abi al-Hassan al-Basri, de Ibn Schihab al-Zuhri, de Qatada, de outros portadores de tradições e de Umm Hani, filha de Abu Talib. Temos resumido aqui o que os diferentes homens e mulheres relataram a esse respeito.

A jornada representou uma tentação e um teste aos muçulmanos sob ordem de Allah, o Exaltado e Poderoso. Significou uma instrução para os entendidos, orientação, graça e confirmação para os crentes. A ordem de Allah foi dada. Muhammad precisava ascender ao céu para que Allah pudesse “mostrar-lhe suas maravilhas” (Sura al-Isra’ 17:1) tanto quanto quisesse, de modo que Muhammad poderia ter uma ideia de seu poder e domínio para fazer o que quiser.

Abd Allah ibn Mas’ud explica: “Muhammad foi levado a Buraq*, o animal incrível que já carregou profetas antes dele, cujo cada passo o levava até onde os olhos podiam ver. Seu amigo (Gabriel) o ajudou a montar e o acompanhou. Muhammad viu as maravilhas entre o céu e a terra. Ele finalmente chegou a Jerusalém. Ali encontrou a Abraão, Moisés, Cristo e outros profetas, que estavam reunidos por Muhammad, e ele orou com eles.”**

* Buraq significa “rápido como trovão”, sendo no islã um animal de montaria branco que é montado pelos profetas (Sura al-Isra’ 17:1). É dito que seja maior do que um burro e menor do que uma mula e que tem duas asas. Quando Muhammad montou esse animal maravilhoso para subir ao céu, ele estava em companhia de Gabriel e Miguel (Ali Mansuru, Nasif: Sharhu Kitabi-t-Taj).
** No Islã, Abraão, Moisés e Cristo são os profetas mais importantes do tempo anterior a Muhammad. Como Jesus é mencionado junto de Abraão, Moisés e Muhammad, ele é rebaixado ao nível de outros profetas.
De fato, Moisés e Elias apareceram para o Senhor Jesus no Monte da Transfiguração. Os dois representantes da Antiga Aliança deram força a Jesus em seu caminho para a cruz, para que pudesse realizar sua obra de redenção pelo mundo (Mateus 17:3,4; Marcos 9:4,5; Lucas 9:30,31).
Muhammad nunca foi transfigurado. Mesmo durante sua visão ou sonho, ele permaneceu um ser humano normal.

Trouxeram três vasos para Muhammad. Um continha leite, o outro vinho e o terceiro água. Quando os vasos foram postos diante dele, Muhammad ouviu uma voz o chamando: “Se você tomar o vaso com água, você e seu povo serão afogados. Se você alcançar o vinho, você e seu povo serão desviados. Porém, se você preferir o leite, você e seu povo serão retamente guiados.”

Muhammad teria dito: “Portanto eu tomei o vaso com leite e bebi dele, e Gabriel me disse, ‘Você será retamente guiado e seu povo com você, ó, Muhammad!’” Al-Hassan me disse que Muhammad teria dito uma vez: “Enquanto eu dormia no santuário, Gabriel veio a mim e me cutucou com o pé. Eu me sentei devidamente, mas não vi coisa alguma. Por isso voltei a dormir em minha cama. Outra vez Gabriel me cutucou com seu pé. Eu me levantei, mas quando não vi coisa alguma, me deitei novamente. Ele me cutucou uma terceira vez e quando me sentei, ele me tomou pelo braço. Eu me levantei e ele me levou pela porta do lugar de adoração. Lá estava um animal com tamanho entre o de um burro e o de uma mula. Ele tinha duas asas em seus quadris, sob as quais suas patas traseiras se projetavam, enquanto suas patas dianteiras iam tão longe quanto se podia ver. Gabriel me ajudou a subir e me acompanhou. Ele permaneceu o tempo todo ao meu lado.”

Eu ouvi de Qatada que Muhammad disse: “Conforme me aproximei do animal para montá-lo, ele ficou arisco. Então Gabriel pôs sua mão em sua crina e disse: ‘Você não está envergonhado de si mesmo, Buraq? Por Allah, dos servos de Allah, nenhum mais nobre do que Muhammad já te montou.’ Buraq ficou tão envergonhado que começou a transpirar muito. Então permaneceu quieto até que eu o montei.”

Al-Hassan relatou: “Muhammad viajou a Jerusalém acompanhado por Gabriel. Ali encontrou Abraão, Moisés, Cristo e outros profetas. Muhammad se aproximou e orou com eles. Então lhe foram trazidos dois vasos, nos quais em uma havia vinho e no outro leite. Muhammad escolheu o vaso com leite e dele bebeu. O de vinho ele deixou intocado. Então Gabriel lhe disse: “Você tem sido bem guiado desde sua criação, seu povo é bem guiado, e vinho está proibido para vocês.”

Então Muhammad retornou a Meca e contou aos coraixitas sobre suas experiências na manhã seguinte. A maioria das pessoas disse: “Por Allah, temos certeza! Muhammad fez uma viagem de ida e volta à Síria em uma única noite, enquanto uma caravana leva dois meses para isso.”

Novamente, muitos muçulmanos se afastaram do islã. Outros foram a Abu Bakr e perguntaram: “O que você acha de seu amigo que diz que passou a noite em Jerusalém? Ele supostamente orou ali e voltou.” Abu Bakr respondeu: ‘Você está mentindo.’ Então eles responderam: ‘Ele está na área da Caaba e ele mesmo está falando sobre isso.’ Abu Bakr respondeu: ‘Por Allah, se ele diz, então é verdade, e o que há de tão maravilhoso nisso? Eu acredito quando ele me diz que a revelação vem do céu para a terra em uma hora do dia ou da noite. Isso significa muito mais do que o que parece tão incrível para vocês.’

Então ele foi a Muhammad e perguntou: “Ó, profeta de Allah, você tem dito às pessoas que você esteve em Jerusalém?” Ele respondeu: “Sim.” Então Abu Bakr disse: “Me descreva a cidade. Eu já estive lá antes.” Então Muhammad começou a descrever Jerusalém, e sempre que descrevia detalhes de certa parte da cidade, Abu Bakr exclamava: “Você fala a verdade! Eu testifico que você é um mensageiro de Allah.” Quando terminou, disse a Abu Bakr: “Você, Abu Bakr, é o fiel.” Desse dia em diante ele ficou conhecido como “o fiel”.

Hassan continuou com o relato: “Contra aqueles que se afastaram do islã por causa desse evento, Allah revelou: “‘E quanto te dissemos: Teu Senhor abrange toda a humanidade. A visão que te temos mostrado não foi senão uma prova para os humanos, o mesmo que a árvore maldita no Alcorão. Nós o advertimos! Porém, isto não fez mais do que aumentar a sua grande transgressão.’” (Sura al-Isra’ 17:60).

Alguém da família de Abu Bakr me contou que Ai’sha teria dito: “O corpo de Muhammad não esteve ausente, mas Allah deixou seu espírito viajar.” Ya’qub ibn ‘Utba ibn al-Mughira ibn al-Akhnas me relatou que Mu'awiya ibn Abi Sufyan teria respondido, quando lhe perguntaram a respeito da viagem noturna de Muhammad: “Foi uma verdadeira visão de Allah.”

Após ele, al-Zuhri relatou o que ouviu de Sa'id ibn al-Musayyab: “Muhammad descreveu Abraão, Moisés e Cristo a seus companheiros, após tê-los visto naquela noite. De Abraão ele disse: ‘Eu nunca vi alguém que se parece comigo mais do que ele. Moisés era um homem de grande estatura, ágil, de cabelo crespo e nariz curvo, parecendo alguém da tribo de Shanu’a. Cristo era mais branco, de estatura média, de cabelo liso, rosto cintilante, como se tivesse acabado de sair de um banho. Alguém teria a impressão que água escorria de sua cabeça, mas não era o caso.’”*

* Muhammad parece ter ouvido algo sobre o batismo de Jesus por João Batista, no Jordão.
Jesus provavelmente tinha pele marrom. Se ele parecesse diferente dos outros judeus, ele seria chamado de bastardo e de rejeitado.

3.03.2 -- Uma descrição de Muhammad

Umar, um ex-escravo dos Ghufra, me relatou da parte de Ibrahim ibn Muhammad ibn Ali ibn Abu Talib, que deu a seguinte descrição de Muhammad: “Ele não era alto e nem baixo, de estatura média. Seu cabelo não era muito crespo e nem muito ondulado. Seu rosto não era redondo e nem carnudo. Era branco, levemente corado. Seus olhos eram pretos e suas sobrancelhas longas. Ele tinha cabeça forte e ombros sólidos, um pouco de cabelo fino no peito, mãos e pés grandes. Quando andava, seus passos eram suaves, como se estivesse andando sobre terreno perigoso; quando olhava para trás, ele se virava por completo. Ele o fazia com calma, como se estivesse na água, de modo que quando olhava para um lado, ele se virava completamente para o lado. Entre seus ombros estava o selo dos profetas.* Suas mãos eram as mãos mais generosas de um homem. Seu peito o mais corajoso. Sua língua, a mais confiável.** Ele foi o mais fiel para com seus protegidos, o mais humilde e mais agradável em seus assuntos. Quem o via, imediatamente se maravilhava. Quem se aproximava mais dele, o amava. Qualquer um que o descrevia, dizia: ‘Nunca vi antes e nem depois alguém como ele.’”

* O selo dos profetas tem muitas interpretações, tanto de forma quanto de cor. Ocasionalmente, uma marca de nascença é considerada um selo.
** Muhammad legalmente permitiu que as pessoas mentissem: a) durante uma guerra; b) a fim de reconciliar dois inimigos; ou c) para que homens mentissem às suas esposas e suas esposas aos seus maridos. (At-Tirmidhi al-Birr, 26; Musnad Ahmad ibn Hanbal 3:457).

3.03.3 -- A ascensão ao céu e as maravilhas que Muhammad viu ali

Um homem de confiança me relatou que ouviu que Abu Sa'id al-Khudri teria ouvido as seguintes palavras de Muhammad: “Quando eu havia terminado de fazer tudo o que era necessário em Jerusalém, me trouxeram uma escada. Eu nunca havia visto algo mais bonito. É nela que os mortos fixarão seus olhos durante a ressurreição. Meu amigo (Gabriel) me deixou subi-la, até que chegamos aos portões do céu, que é chamado de Portão do Vigia. Ali estava um anjo chamado Isma’il. Ele comandava 12 mil anjos, sendo que cada um deles tinha comando sobre outros 12 mil anjos cada.”

Muhammad disse: “Quando cheguei ao céu mais inferior, todos os anjos me encontraram com risos, faces alegres e me desejando sorte. Apenas um anjo que me desejou sorte não sorria e nem parecia feliz. Por isso eu perguntei a Gabriel por que aquele anjo não sorria e não tinha um rosto alegre como os outros.” Gabriel respondeu: ‘Ele com certeza mostraria um rosto mais feliz se já tivesse sorrido antes. Mas esse anjo nunca ri. Ele é Malik, o Senhor do Inferno.’ Então eu disse a Gabriel, que naquele momento dava ordens segundo a vontade de Allah, sendo que nele eu podia confiar: ‘Você não vai ordená-lo que me mostre o fogo do inferno?’ Ele concordou e deu a correspondente ordem a Malik. Então ele levantou uma tampa e a pôs de lado, e o fogo subiu com fúria e se elevou sobremaneira, de modo que pensei que fosse destruir a tudo o que eu via diante de mim. Por isso eu pedi a Gabriel que o ordenasse a contê-lo. Gabriel assim o fez e Malik exclamou: ‘Volte!’ Então o fogo retornou ao lugar de onde veio, e me pareceu como se uma sombra tivesse caído sobre tudo. Então Malik pôs de volta a tampa no lugar devido.”

Segundo o relato de Abu Sa'id, Muhammad disse: “Quando eu cheguei ao céu mais inferior, eu vi um homem sentado, a quem as almas da humanidade eram apresentadas. Com uma delas ele se agradou e disse: ‘Boa alma, veio de um bom corpo.’ Com outra ele mostrou um rosto mais sombrio e disse: ‘Para o fogo, alma feia, que vem de um corpo feio.’ Eu perguntei a Gabriel: ‘Quem é este homem?’ Ele respondeu: ‘Este é seu pai Adão,* a quem as almas de seus descendentes estão sendo apresentadas. Ele se alegra com os crentes e diz: ‘Boa alma de um bom corpo.’ Com os descrentes ele se angustia e, cheio de desgosto, diz: ‘Alma feia de um corpo feio.’”

* Segundo o entendimento islâmico, Adão pertence aos crentes e já era muçulmano. Esse conceito dos muçulmanos repousa sobre uma tradição de Muhammad que causou confusão nas gerações posteriores. Portanto, há incontáveis tradições falsas que falam da homenagem que Adão prestou a Muhammad. (veja al-Muwahib al-Ladunniyya)

“Então vi homens com lábios de camelo, que seguravam porções de fogo em suas mãos, grande o bastante para cobrar inteiramente cada mão. Eles lançavam o fogo às suas bocas e o fogo saia novamente. Eu perguntei a Gabriel: ‘Que tipo de homens são esses?’ Ele respondeu: ‘Eles são homens que injustamente usurparam-se dos bens dos órfãos.’” “Então eu vi homens com barrigas tais que nunca vira antes. Eles se rastejavam sobre suas barrigas como camelos com sede e eram pisoteados ao ponto de não poderem se afastar das pisadas. Eu perguntei a Gabriel: ‘Quem são esses?’ Ele respondeu: ‘Esses são os avarentos.’”

“Então eu vi homens que tinham carnes gordas servidas diante de si e que, além delas, tinham servidas diante de si carne ruim e fétida, e que se alimentavam da carne podre, deixando intocada a carne boa. Eu perguntei a Gabriel que tipo de homens eram eles. Ele respondeu: ‘Esses são os que abandonam as mulheres que Allah os permitiu e que se voltam para as que Allah proibiu.’”

“Então vi mulheres que eram suspensas por seus seios. Eu perguntei a Gabriel: ‘Quem são essas?’ Ele respondeu: ‘Essas são as que geraram filhos ilícitos em vez de filhos de seus próprio maridos. A fúria de Allah é poderosa contra uma mulher que dá à luz a alguém em uma geração à qual não deveria nascer, vindo a devorar os bens e revelando vergonhas.’”

Segundo Abi Sa'id al-Khudri, Muhammad disse mais: “Então Gabriel me deixou subir ao segundo céu. Ali eu vi os dois primos* - Cristo e João (Batista).”

* Muhammad teria ouvido de cristãos que João Batista e Jesus eram parentes distantes (Lucas 1:36)
Como ele colocou Jesus com João no segundo céu, ele o pôs abaixo de Moisés e de Abraão. Sim, ele pôs Jesus abaixo até mesmo de José, Enoque e Aarão. De toda forma ele queria tornar Jesus como Adão (Sura al-‘Imran 3:59).

“Então cheguei ao terceiro céu. Ali havia um homem que se assemelhava a uma lua cheia. Quando eu perguntei por seu nome, Gabriel me disse: ‘É seu irmão José, filho de Jacó.’”

“Então ele me levou ao quarto céu. Ali eu vi um homem a quem Gabriel chamou Idris (Enoque, o profeta imortal), e disse: ‘Que elevamos a um estado de graça.’ (Sura Maryam 19:57).”

“Então ele me conduziu ao quinto céu. Ali havia um homem idoso, com cabelo branco e uma longa barba branca. Eu nunca vi um homem mais bonito do que ele. Eu perguntei seu nome e Gabriel me disse ‘É Harun (Aarão), o filho de ‘Imran e amado entre seu povo.’”

“No sexto céu, ao qual subi, eu vi um homem grande, de nariz curvo, como se fosse da tribo de Schanu’a. Eu perguntei a Gabriel: ‘Quem é esse homem?’ Ele respondeu: ‘É seu irmão, Moisés, o filho de ‘Imran.’”

“Então ele me deixou subir ao sétimo céu. Ali estava assentado um homem que se parecia muito comigo, sentado sobre um trono diante do portão do paraíso, através do qual passam diariamente 70 mil anjos e que não sairão antes do dia da ressurreição. Eu perguntei a Gabriel: ‘Quem é esse homem?’ Ele respondeu: ‘É seu pai Abraão.’”

Então ele me conduziu ao paraíso. Ali vi uma jovem mulher negra (escrava, serva), que muito me agradou. Eu perguntei a quem ela pertencia* e ela respondeu ‘Zaid ibn Haritha,’ e eu trouxe a Zaid essa alegre notícia.”

* É interessante que dessa vez Muhammad não perguntou diretamente sobre uma pessoa, mas sobre o dono da serva – já que se tratava de uma mulher! Zaid, o filho de Muhammad, foi o primeiro homem adulto a aceitar o islã.
Posteriormente Muhammad estava distraído e viu a esposa de Zaid, Zainab, quando ela se banhava, e, com base em uma revelação especial, se casou com ela após Zaid divorciá-la (Sura al-Azhab 33:35, 37, 50).

Segundo a tradição de Abd Allah ibn Mas’ud, onde quer que entrasse perguntavam a Gabriel quem era o homem que o acompanhava. Quando ele dizia que era Muhammad, perguntaram se ele já havia sido enviado como profeta, e tão logo respondia afirmativamente, exclamavam em alta voz: “Que Allah o saúde da parte de seus amigos e de seu irmão!”

Após terem chegado ao sétimo céu, Gabriel o levou ao seu Senhor,* que o prescreveu cinquenta orações diárias.**

* O Alcorão e as Hadices nunca descrevem Allah em uma visão. Eles não reconhecem aparências gloriosas de Allah e nada dizem a respeito de Querubins. Há indicações de que ele, de fato, nunca viu a Deus, mas que tenha sido enganado por um sonho. O islã não permite descrições de Allah porque Ele é indescritível. Ninguém sabe quem ele é ou como se parece. No islã, o homem não é feito à imagem de Deus, mas é escravo de Allah. Allah permanece distante, grandioso e desconhecido, alguém que não se deve esperar se aproximar ou entender.
Na bíblia, porém, diversas visões do Deus santo e glorioso são dadas. Quem o viu foi grandemente abalado e caiu, como que morto, ao chão (Isaías 6:1-8; Ezequiel 1:4 – 2:1; Atos 9:4; Apocalipse 1:17; 4:1-3; 5:6-8).
** O fruto do suposto encontro de Muhammad com Allah não foi graça direcionada à salvação. Não causou contrição ou arrependimento em Muhammad, nem veio avisos de Allah a respeito do julgamento que há de vir. A visão teve o efeito singular de intensificar o comportamento legalista de Muhammad e promover o aumento da adoração. Isso demonstra que Allah é o primeiramente e principalmente um legislador e juiz. Ele não é um Pai amoroso ou um salvador disposto ao autossacrifício como Jesus.

Muhammad disse posteriormente: “No caminho de volta eu passei por Moisés, seu bom senhor, e ele me perguntou quantas orações me foram prescritas. Eu respondi, ‘Cinquenta por dia.’ Então ele disse: ‘Tantas orações são enfadonhas e seu povo é fraco. Volte ao seu Senhor e peça-o que facilite para você e para seu povo.’ Eu segui seu conselho e o número foi reduzido em dez.”

“Moisés ainda assim considerou quarenta um número muito alto e me aconselhou a buscar um alívio maior. Novamente, mais dez foram removidas.”

“Porém, Moisés achou que ainda eram muitas. Eu retornei até que finalmente restaram apenas cinco orações prescritas para cada dia.”*

* O relato da mediação de Muhammad representa um reflexo islâmico da intercessão de Abraão pelo povo das cidades de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18:16-33). Abraão pediu que os perversos fossem preservados e pediu pelo menor número possível de justos como critério para poupar as cidades. Como Muhammad, porém, não se tratou da salvação de seus seguidores, mas somente de uma suavização dos deveres religiosos de seus seguidores. O resultado da mediação de Muhammad não foi o perdão de pecados, mas o compromisso para com a lei, significando uma adoração mais confortável para a mesma recompensa. Além disso, de nada mais serviu essa visão celestial.

“Moisés ainda queria que eu retornasse, mas eu disse: ‘Agora que eu já pedi tantas vezes por mais facilidade, eu teria vergonha de fazê-lo novamente. Quem realizar essas orações diariamente, cinco vezes ao dia, com fé e esperando uma recompensa, verdadeiramente receberá a recompensa de cinquenta oração, tal como fora originalmente prescrito.’”

* A chamada jornada celestial de Muhammad (al-mi’raj) é um assunto extremamente controverso para os teólogos muçulmanos. Alguns são da opinião de que Muhammad participou dessa jornada corporalmente, enquanto outros, com base na tradição de Aisha, acreditam que a jornada foi apenas um sonho de Muhammad, um no qual ele se encontrou em Jerusalém apenas em espírito.

3.03.4 -- Como Allah impediu os zombadores de causarem dano

Apesar de toda a zombaria e de todos os insultos, e independentemente das pessoas o chamarem ou não de mentiroso, Muhammad continuamente admoestou seu povo a esperar pela recompensa de Allah. Conforme me foi contado por Sa'id ibn Rumman a respeito de ‘Urwa ibn al-Zubair, houve cinco homens poderosos e bem estimados que foram os piores zombadores: al-Aswad ibn al-Muttalib era dos Banu Asad. Conforme ouvi, Muhammad, quando ficou sabendo do maldoso escárnio de al-Aswad, teria orado: “Allah! Torne-o cego e mate seu filho!”*

* A maldição de Muhammad evoca o espírito de vingança que surge frequentemente no islã. Jesus, porém, curou o cego e admoestou os zombadores. Aqui a diferença fundamental do espírito do islã e do Evangelho se torna evidente.

Jazid ibn Rumman me contou sobre ‘Urwa ibn al-Zubair: “Gabriel foi a Muhammad quando os zombadores andavam à volta do lugar de adoração. Muhammad se levantou e se pôs ao lado deles. Quando al-Aswad ibn al-Muttalib passou, Gabriel lançou uma folha verde em seu rosto e ele ficou cego.”*

* O anjo Gabriel se mostra no islã como um anjo de julgamento e auxiliador de Muhammad, a fim de realizar seus intentos vingativos. Gabriel não é apresentado como um mensageiro da Graça de Deus, que abençoa e que salva. Que grande distorção é essa! Muhammad não tinha ideia da majestade espiritual e do esplendor dos anjos de Deus.

“Al-Aswad ibn Abd Jaghuth ia passando. Ele (Gabriel) apontou para o corpo de al-Aswad e este ficou doente e tonto, vindo a morrer dessa enfermidade.”

“Em seguida veio al-Walid. Gabriel apontou para a cicatriz de uma antiga ferida no tornozelo desse, que ocorrera havia anos. O mal cresceu e ele veio a morrer disso. Após isso, al-‘As ibn Wa’il veio. Gabriel apontou para a sola de seu pé. Pouco após isso, ele montou um burro para ir a Ta’if. O burro se deitou sobre arbustos espinhosos e um espinho penetrou a sola de al-‘As, de modo que veio a morrer. Finalmente, al-Harith ibn Tulatila passou e Gabriel apontou para sua cabeça, de modo que começou o ponto exato que fora apontado começou a apodrecer, de modo que ele morreu.”*

* Tais relatos implicam que houve envolvimento de magia negra, tal como visto em Sura al-‘Imran 3:61, onde Muhammad quis lançar a maldição de Allah sobre todos os cristãos por não aceitarem o islã.
Jesus, porém, ordenou Seus discípulos a perdoarem todos os pecados de seus inimigos, a abençoá-los e a fazer o bem a eles (Mateus 6:14,15). A bênção de Cristo é mais forte do que a maldição de Allah (João 16:33; Romanos 8:31-39).

3.03.5 -- As mortes de Abu Talib e de Khadija (cerca de 619 d.C.)

Os homens que atormentaram Muhammad em seu casa foram Abu Lahab, al-Hakamn ibn Abi al-‘As, Uqba ibn Abi Muit, Adi ibn Hamra al-Thaqafi e Ibn al-Asda al-Hudhali. Eles eram seus vizinhos.

Desses homens, apenas al-Hakam posteriormente se converteu ao islã. Conforme me foi dito, um deles jogou o útero de uma ovelha em Muhammad enquanto orava, e outro jogou o útero em uma panela usada para cozinhar para ele. Finalmente, para estar a salvo, Muhammad começou a orar de portas fechadas. Conforme me foi relatado por Umar ibn Abd Allah, Muhammad teria pegado a imundície com uma vara, carregado para fora e gritado: “Ó, filhos de Abd Manaf! Que maravilhosa vizinhança me cerca!” Então ele jogou a imundície para o lado.

Então aconteceu que Abu Talib e Khadija morreram no mesmo ano.* Muhammad sofreu um terrível golpe com tal tragédia, já que Khadija o apoiava fielmente no islã e ele encontrava consolo em sua esposa, e já que Abu Talib o defendia e o protegia de seu clã tribal. Ambos morreram três anos antes da emigração para Medina.

* Até as mortes de Abu Talib e de Khadija, Muhammad, bem como todo o islã, foram mantido e apoiado pelo poder do clã, cuja obrigação era de protegê-lo. Quando os representantes de sua proteção tribal morreram no mesmo ano, Muhammad foi deixado indefeso e se tornou um fora da lei. O islã cresceu e foi fortalecido pela proteção do clã árabe.
Jesus, porém, não tinha clã para protegê-lo. Seus irmãos se afastaram Dele desde o começo. Jesus se tornou refugiado e diversas vezes foi expulso para território estrangeiro (Fenícia e Decápolis), até que por vontade próprio ele se determinou a seguir seu destino em Jerusalém, onde veio a morrer como Cordeiro de Deus por todos os homens (Mateus 12:46-50; João 7:3-10).

Após a morte de Abu Talib, os coraixitas maltrataram Muhammad de tal forma que jamais ousariam se Abu Talib estivesse vivo. Um chegou ao ponto de lançar poeira sobre sua cabeça. Muhammad entrou em sua casa e ainda tinha poeira em sua cabeça. Uma de suas filhas chorou enquanto lavava a poeira de sua cabeça. Ele disse a ela: “Não chore, minha querida filha; Allah protegerá seu pai.” Às vezes ele dizia: “Enquanto Abu Talib vivia, os coraixitas nada podiam fazer contra mim.”

3.04 -- TESTE

Prezado leitor,
Se você estudou com atenção esse volume, você facilmente será capaz de responder às seguintes questões. Quem responder corretamente 90% dessas questões, nos 11 volumes desta série, receberá de nosso centro um certificado escrito de reconhecimento em:

Estudos Avançados
da vida de Muhammad à luz do Evangelho

- como encorajamento para o futuro serviço para Cristo.

  1. Como Umar ibn al-Khattab se converteu ao islã?
  2. Por que a sura da blasfêmia (al-kafirun) foi revelada?
  3. Que tipo de relacionamento Muhammad teve com seu tio, Abu Lahab? Como isso foi posteriormente mostrado em uma sura do Alcorão?
  4. O que Muhammad revelou sobre céu e inferno?
  5. O que os seguidores de Muhammad disseram após retornar da fuga à Abissínia?
  6. Por que ocorreu o banimento dos Banu Hashim e dos Banu Muttalib contra Muhammad e seus protetores?
  7. Como Muhammad converteu a Rukana?
  8. O que os cristãos da delegação da Abissínia disseram quando chegaram a Meca?
  9. O que aconteceu entre Muhammad e o cristão Jabr?
  10. Quais são as palavras mais importantes da Sura al Kawthar?
  11. O que você sabe da história da viagem noturna de Muhammad aos sete céus? O que você acha disso?
  12. Como Muhammad foi descrito?
  13. Como Allah impediu que os zombadores fizessem mal a Muhammad?
  14. Por que Muhammad sofreu após as mortes de Abu Talib e de Khadija?

Todo participante deste teste está autorizado, com o propósito de responder as questões, a usar qualquer livro disponível ou a questionar pessoas de confiança, conforme desejado. Aguardamos respostas escritas, incluindo seu endereço completo, seja em papel ou e-mail. Oramos a Jesus, o vivo Senhor, para que Ele possa chamá-lo, enviá-lo, fortalecê-lo e preservá-lo todos os dias de sua vida!

Unidos com você a serviço de Jesus,
Abd al-Masih e Salam Falaki.

Envie suas respostas para:
GRACE AND TRUTH
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Germany

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