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Home -- Portuguese -- 04. Sira -- 6 Muhammad e a BATALHA de Badr

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04. A VIDA DE MUHAMMAD SEGUNDO IBN HISHAM

6 - Muhammad e a BATALHA de Badr (623 d.C.)

A batalha de Badr e suas consequências (de 15 de março de 624 d.C. em diante).


6.01 -- Titulo
6.02 -- A batalha de Badr e suas consequências (de 15 de março de 624 d.C. em diante)


6.01 -- Muhammad e a BATALHA de Badr (623 d.C.)

Segundo Ibn Ishaq (falecido em 767 d.C.) Editado por Abd al-Malik Ibn Hischam (falecido em 834 d.C.)

Tradução original editada a partir do árabe por Alfred Guillaume

Uma seleção de anotações por Abd al-Masih e Salam Falaki

6.02 -- A batalha de Badr e suas consequências (de 15 de março de 624 d.C. em diante)

6.02.1 -- Como veio a ocorrer a Batalha de Badr*

Um dia, Muhammad ouviu que Abu Sufyan ibn Harb havia retornado da Síria, com uma grande caravana de coraixitas, carregados de muitas mercadorias. Havia trinta e quatro homens com eles. Quando Muhammad ouviu que Abu Sufyan voltava da Síria, ele chamou os crentes e disse: “Uma caravana dos coraixitas, cheia de mercadorias, está vindo. Saiam e os confronte! Talvez Allah vos dará isso como recompensa.”** As pessoas se reuniram. Alguns foram rapidamente, outros se demoraram porque não acreditavam que Muhammad deixaria que ocorresse uma guerra. Tão logo Abu Sufyan se aproximou de Hijaz, ele buscou informação, questionando cada cavaleiro por causa de sua inquietação, até que descobriu que Muhammad havia convocado seus companheiros contra ele. Então ele ficou mais cuidadoso e enviou Damdam ibn Amr al-Ghifari como mensageiro a Meca, a fim de chamar os de Meca a defender seus bens e para dizer-lhes que Muhammad e seus companheiros estavam vindo para atacar a caravana. Damdam se apressou para ir a Meca.

* “Badr” fica a cerca de 100km a sudoeste de Medina, não muito longe do Mar Vermelho.
** Em contraste, Pedro relatou o seguinte sobre Jesus: “Andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele. E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez” (Atos 10:38,39).

6.02.2 -- O sonho da filha de Abd al-Muttalib

Um homem de confiança me relatou que ‘Ikrima, que ouviu de Ibn ‘Abbas e Jazid ibn Ruman, que por sua vez contou a ‘Urwa ibn Zuhair: “Atika, filha de Abd al-Muttalib, teve um sonho três noites antes da chegada de Damdam em Meca, o que a assustou. Ela enviou notícia a seu irmão para fazê-lo saber do terrível sonho que tivera e que temia que um infortúnio atingisse seu povo. Ela pediu que ele não falasse mais sobre isso. Quando ‘Abbas perguntou a ela o que ela havia sonhado, ela respondeu: “Eu vi um cavaleiro montado em um camelo vindo aqui e permanecendo montado no vale. Ele gritava bem alto: ‘Venham, ó, infiéis, encontrar seu destino em três dias!’ Então vi como as pessoas foram ter com ele e o seguiram até o lugar de adoração. Enquanto estavam à volta dele, seu camelo subiu ao santuário. Então ele gritou novamente: ‘Venham, ó, infiéis, encontrar seu destino em três dias!’ Então seu camelo ficou com ele no pico da montanha Abu Qubais, onde ele repetiu o mesmo chamado. Então ele pegou uma pedra e a jogou do alto da montanha. Ela se quebrou em pedaços e sobre cada casa caiu um pedaço.’”

‘Abbas disse: “Por Allah, isso é uma visão! Mantenha segredo e não fale isso a ninguém!” Então ele a deixou e encontrou seu amigo Walid ibn ‘Utba ibn Rabi’a. Ele o contou o sonho e pediu que ele guardasse segredo. Mas Walid contou a seu pai, de modo que logo toda Meca soube. Todos os coraixitas falavam sobre isso.

Explicou ‘Abbas: “Então eu fui ao lugar de adoração, a fim de circulá-lo. Lá estava sentado Abu Jahl com alguns outros coraixitas, que estavam discutindo o sonho de Atika. Quando ele me viu, ele gritou: ‘Ó, pai de Fadl, quando terminar de circular o lugar sagrado, venha ter com conosco!’ Após eu terminar as voltas, eu me assentei com ele. Ele disse: ‘Ó, filhos de Abd al-Muttalib, desde quando vocês têm uma profetiza convosco?’ Eu perguntei o que ele queria dizer, e ele disse: ‘Eu falo da visão de Atika.’ Eu respondi: ‘E o que ela viu?’ Ele continuou: ‘Ó, filhos de Abd al-Muttalib, já não é o bastante que seus homens surjam como profetas? Agora suas mulheres também têm que aparecer como profetizas? Atika diz, segundo sua visão, que seremos chamados a pegar em armas em três dias. Então nós vamos aguardar três dias. Se a palavra dela for confirmada, então estará bem, se não, nós redigiremos um documento declarando que vocês são a família mais mentirosa entre todos os arábes.’”

“Por Allah”, ‘Abbas continuou, “eu não cometi crime contra ele, somente neguei que Atika tivera uma visão. Quando me separei dele e já havia me distanciado, todas as mulheres dos Banu Abd al-Muttalib vieram a mim e disseram: ‘Você permitiu que esse malfeitor ataque nossos homens. Agora ele também atinge nossas mulheres, e você dá ouvidos a ele sem se enfurecer.’” Eu disse: “Fiz o que fiz e de forma alguma fiz mal ele. Mas, por Allah, nós vamos cruzar nossos caminhos e se ele fizer isso de novo, procurarei fazer com que vocês se descansem dele.”

“No terceiro dia após o sonho de Atika, eu me levantei cedo e estava irritado e bravo comigo mesmo por ter deixado passar a oportunidade de tirar satisfação com Abu Jahl. Eu fui ao santuário. Tão logo o vi, eu fui ter com ele, esperando que ele dissesse algo similar, me dando base para atacá-lo. Ele era um homem ágil, de características, língua e olhos afiados.”

“De repente, ele correu à porta do santuário. Eu pensei comigo mesmo, qual é o problema dele? Ele que se dane! Ele está com medo de que me oporei a ele? Mas, vede, ele ouviu a voz de Damdam, a qual eu ainda não havia ouvido. O homem estava na parte baixa do vale, sentado sobre um camelo mutilado, com uma sela virada ao contrário. Suas roupas exteriores também estavam rasgadas, enquanto ele gritava com todas as suas forças: ‘Ó, coraixitas! As caravanas! As caravanas! Muhammad e seus companheiros estão atacando os bens que estão com Abu Sufyan. Temo que vocês não os alcancem. Ajudem, ajudem!’ Isso fez com que eu me esquecesse dele e de mim mesmo. As pessoas se armaram imediatamente e disseram: ‘Muhammad e seus companheiros acham que as coisas aqui acontecerão como com a caravana de ibn al-Khadrami? Não mesmo, por Allah, eles terão uma experiência diferente.’ A multidão pronta para batalha foi dividida em dois grupos. Um grupo partiu e o outro enviou representantes em seu lugar. Os coraixitas se reuniram e nenhum de seus nobres, exceto por Abu Lahab, ficou para trás. Abu Lahab enviou em seu lugar a al-‘As ibn Hisham, que lhe devia quatrocentos denários, os quais ele não era capaz de pagar, e por isso teve de entrar em guerra em lugar de seu credor. Umaiyya ibn Khalaf também quis ficar para trás. Ele era velho, corpulento, um homem pesado. Mas ‘Uqba ibn Abi Mu'ait, carregando um incensário aceso, foi ter com ele, enquanto ele estava na mesquita, sentado entre dois líderes de seu clã, e disse a ele: ‘Aprecie essa fragrância, pai de Ali, porque você pertence às mulheres!’ Umaiyya disse: ‘Que Allah humilhe a você e ao que você causou.’ Então ele se armou e partiu com os outros.”

6.02.3 -- A saída de Muhammad de Medina

Muhammad partiu de Medina com seus companheiros após algumas noites do mês do Ramadan (nono mês) terem se passado.* Ele designou Amr para conduzir as orações. Mas uma vez que chegou a Rawha**, enviou Abu Lubaha de volta a Medina como governador. Ele deu a faixa (que era branca) a Mus’ab ibn ‘Umayr. À frente de Muhammad, duas bandeiras pretas eram levadas, uma por Ali ibn Abi Talib, chamado ‘Uqab, e outra por um muçulmano de Medina. Naquele tempo, Muhammad tinha apenas setenta camelos, os quais seus companheiros montavam em turnos. Ele mesmo negociou com Ali e Marthad ibn Abi Marthad, Hamza com Zaid ibn Haritha, Kabsha e Anas, dois ex-escravos de Muhammad, e Abu Bakr com Umar e Abd al-Rahman ibn Auf. Muhammad designou Qays ibn Sa'saa para cuidar da retaguarda, sendo um irmão dos Banu Mazin.

* Justificados e encorajados pela Sura al Baqara 2:217, os 83 imigrantes e 231 muçulmanos de Medina partiram para o próximo ataque.
** Rawha fica no meio do caminho entre Medina e Meca.

Muhammad seguiu pelo caminho que passa pela ravina de Medina. Quando chegou a Safra, ele perguntou o nome das duas montanhas, entre as quais fica esse lugar. Contaram-lhe que uma se chamava Mukhri (produtor de excremento) e a outra Muslih (produtor de boas coisas). E quando perguntou pelo nome dos residentes, contaram-lhe que eram Banu al-Nar (filhos do fogo) e Banu Huraq (filhos da lenha), sendo dois braços dos Banu Ghifar. Ele percebeu um mal presságio naqueles nomes e não quis permanecer entre eles. Ele os deixou, bem como deixou a Safra, deixando sua esquerda e movendo-se à direita, em direção ao vale de Dhafiran, onde permaneceu.

Ali ele ouviu que os coraixitas haviam acampado para proteger sua caravana. Ele compartilhou a informação com seu povo e pediu conselhos. Abu Bakr, o confiável, foi o primeiro a se levantar e a falar agradavelmente. Após ele, Umar disse boas palavras, e então al-Miqdad ibn Amr. O último disse: “Siga a inspiração de Allah! Estamos com você. Por Allah, não diremos a você o que os filhos de Israel disseram a Moisés: ‘... Vai tu, com o teu Senhor, e combatei-os, enquanto nós permaneceremos aqui sentados.’ (Sura al-Ma’ida 5:24). Dizemos: ‘Vá em frente, você e teu Senhor, e lutem ambos! E, por aquele que o enviou em verdade, nós lutaremos contigo! Se você quer nos conduzir a Birk al-Ghumad (um lugar no Iêmen), nós permaneceremos com você até alcançar seu destino.’” Muhammad o agradeceu e o abençoou por suas palavras.

Então ele disse: “Me aconselhem, ó, povo!” Com isso ele quis dizer os de Medina, que eram a maioria, porque quando lhe pagaram tributo, disseram: “Não temos obrigação de protegê-lo como protegemos a nossos pais e esposas.” Com essas palavras, ele temia que eles se sentissem obrigados a protegê-lo de seus inimigos apenas em um ataque a Medina, mas não contra aqueles vindo contra ele fora de lá. Uma vez que Muhammad disse isso, Sa'd ibn Mu'adh respondeu-lhe: “Me parece que você quer ouvir nossa opinião, mensageiro de Allah!” “Exatamente”, respondeu Muhammad. Então Sa'd disse: “Nós cremos em você. Nós confiamos em você. Nós reconhecemos que você tem nos revelado a verdade. Juramos cerimonialmente obedecê-lo. Portanto, faça como desejar. Estamos contigo. Por Aquele que o enviou em verdade, se você quiser cruzar o mar conosco, nós o seguiremos, e nenhum de nossos homens ficará para trás. Nada temos contra você nos guiar em oposição ao inimigo amanhã. Perseveraremos em guerra e daremos prova de nós em batalha. Talvez Allah o permitirá ver atos nossos que serão deleite aos seus olhos. Conduza-nos com a bênção de Allah!” Muhammad ficou feliz em ouvir essas palavras e se animou. Ele disse: “Avancem contra eles e recebam as boas notícias. Allah me prometeu uma das duas divisões. Por Allah, é como se eu já pudesse ver seus corpos estirados diante de mim.”*

* Jesus tinha o poder de clamar doze legiões de anjos para vencer Seus inimigos; mas Ele não queria destruí-los. Na verdade, Ele preferiu morrer no lugar deles como sacrifício expiatório, a fim de salvá-los da ira eterna de Deus. (Mateus 26:53).

Então ele partiu de Dafiran e passou pelo vale de al-Safir. Então ele desceu, passou pela área de Dabba, deixando Hannan à direita. Este é um grande monte de areia, como uma montanha. Então ele ficou na área de Badr. Dali ele cavalgou com um de seus companheiros e encontrou, conforme Muhammad ibn Yahya ibn Habban me relatou, um velho beduíno, a quem questionou a respeito dos coraixitas e dos muçulmanos. O velho disse: “Eu não te darei qualquer informação até que me diga a quem vocês pertencem.”

Muhammad respondeu: “Primeiro nos dê a informação, então lhe diremos o que quer saber.” “Se é assim, então saiba que Muhammad levantou acampamento nesse e naquele dia, e se estou bem informado, hoje ele deve estar na área de N.N.” Ao dizer isso, ele deu o nome do lugar onde Muhammad acampou. “Eu também ouvi que os coraixitas partiram nesse e naquele dia. Se for verdade, eles devem estar neste e naquele lugar.” Ele deu o nome do lugar do acampamento dos coraixitas. Ao dar essa informação, ele perguntou novamente: “A quem vocês pertencem?” Muhammad respondeu: “Somos de Maa’ (água), e partiu dali.”*

* Apesar de sua promessa, Muhammad não contou a verdade ao velho beduíno, afinal, na guerra santa truques e mentiras são permitidas.

Muhammad retornou com seus companheiros. Por volta da noite, ele enviou Ali, Zubair e Sa'd ibn Abi Waqqas às águas de Badr, a fim de conseguir alguma informação ali. Conforme Jazid ibn Ruman me relatou de ‘Urwa ibn Zubair, lá eles encontraram os coraixitas se abastecendo de água. Entre eles estava Aslam, um servo dos Banu al-Hajjaj, e Aridh Abu Yasar, um servo dos Banu al-‘As ibn Sa'id. Eles os levaram a Muhammad, que estava orando naquele momento, e os interrogaram. Eles disseram: “Fomos enviados pelos coraixitas para pegar água para eles.”

Essa informação não agradou ao povo, porque esperavam que fossem servos de Abu Sufyan. Eles os agrediram e maltrataram até que finalmente admitiram: “Nós pertencemos ao povo de Abu Sufyan.” Então os deixaram em paz.

Após Muhammad ter completado sua oração com as prostrações prescritas, ele disse: “Vocês bateram nos servos quando eles disseram a verdade e vocês os deixaram em paz quando mentiram para vocês. Por Allah, eles foram sinceros quando disseram: ‘Pertencemos aos coraixitas.’”

6.02.4 -- “Me dê notícias dos coraixitas!”

Disseram: “Eles estão atrás das dunas que você vê no alto distante. Se chamam Aqanqal.” Muhammad perguntou: “Quão forte são eles?” – “Eles são numerosos.” – “Quão grande é seu número?” – “Isso nós não sabemos.” – “Quantos camelos eles matam diariamente?” – “De nove a dez!” – “Então seu número é entre 900 e 1000 homens.”

Basbas ibn Amr e Adi ibn al-Zaghba foram a Badr de antemão e desmontaram no vale, nas vicinidades da água, onde usaram uma pele velha para retirar água do poço. Então viram Majdi ibn Amr al-Juhani ao poço, com outras duas meninas da cidade, que não retiraram do poço. Eles ouviram como uma disse à outra: “Se a caravana chegar amanhã ou depois, então eu vou trabalhar para eles para pagar sua conta.” Majdi disse: “Você falou a verdade,” fazendo paz com elas. Quando Adi e Basbas souberam disso, retornaram a Muhammad e relataram-no tudo o que havia ouvido. Neste meio tempo, Abu Sufyan se aproximou cuidadosamente do lugar da água antes da caravana e perguntou a Majdi se ele viu alguém. Majdi respondeu: “Eu não vi coisa alguma suspeita, apenas que dois viajantes desmontaram atrás do vale, pegaram água e seguiram seu caminho.” Abu Sufyan foi ao lugar onde pararam e inspecionou as marcas dos camelos. Quando encontrou restos de tâmaras, ele exclamou: “Por Allah, aqui está o alimento de Medina!” Ele imediatamente retornou para seus companheiros e fez a caravana se desviar do caminho em direção ao banco de areia, de modo que Badr ficou à esquerda. Então continuou sua marcha apressadamente.

6.02.5 -- A mensagem de Abu Sufyan aos coraixitas

Uma vez que Abu Sufyan salvou sua caravana, ele enviou palavra aos coraixitas: “Vocês saíram para proteger sua caravana, seus homens e seus pertences! Bem, Allah os salvou, então agora voltem para casa!” Mas Abu Jahl respondeu: “Nós não voltaremos. Queremos ir a Badr,” – lá havia um festival árabe anual e um mercado – “e ficaremos lá por três dias, sacrificaremos animais, daremos ao povo boa comida, beberemos vinho e nos divertiremos com as cantoras. Os árabes ouvirão de nossa procissão e nossa unidade e terão muita consideração por nós o tempo todo. Então, vamos levantar o acampamento!”

6.02.6 -- O acampamento dos coraixitas em ‘Udwa

Os coraixitas continuaram em marcha até que desceram às costas do vale atrás de Aqanqal. O chão do vale fica entre Badr e o vale Aqanqal. Mas os poços de Badr ficam no lado do vale de Yalyal, que fica mais próximo de Medina. Allah enviou chuva e o vale, que tem o fundo arenoso, ficou úmido, fazendo com que Muhammad e seus companheiros diminuíssem o ritmo de sua marcha. No acampamento dos coraixitas, porém, choveu tão forte que não foram capazes de continuar. Por causa disso, Muhammad chegou à água antes deles, e, quando chegou ao poço seguinte, acampou.

Al-Hubab ibn al-Mundhsir ibn al-Jamuh então perguntou a Muhammad se ele escolheu onde acampar por inspiração divina, de modo que não deveria ser mudado, ou se foi por opinião própria e tática de guerra. Quando Muhammad disse que agiu apenas segundo seu próprio julgamento, al-Hubbab notou que o lugar não era adequado para se acampar. Então ele disse: “Vamos avançar em direção às águas mais próximas ao inimigo e acampar lá.* Encheremos o restante das bolsas de água e prepararemos um fosso à nossa volta, o qual encheremos de água. Então lutaremos com o inimigo enquanto ele ainda carecerá de água.” Muhammad disse: “Seu conselho é bom!” Ele se levantou imediatamente e avançou com seu povo até o poço mais perto do inimigo. Uma vez que lá acamparam, ele cavou um fosso em volta da nascente de água, encheu de água e puseram todos os vasos dentro dele. Quanto aos demais poços, ele os encheu todos (ou seja, os tornou inutilizáveis).

* Para os reformadores islâmicos Jamaluddin al-Afghani, Muhammad Abduh e outros preponentes do pensamento livre, este incidente é prova do fato de que um muçulmano não precisa seguir Muhammad relativamente a assuntos terrenos.

Quando chegou a manhã, os coraixitas começaram a se mover. Quando Mohamamd os viu descendo o vale de Aqanqal, para dentro do vale, ele orou: “Allah! Aqui vêm os coraixitas com sua arrogância e seu desejo de receber glória. Eles lutaram contra ti e chamaram seu mensageiro de mentiroso. Allah, você me prometeu vitória. Destrua-os esta manhã!”

Quando o inimigo foi reunido, ‘Umayr ibn Wahb al-Jumahi foi enviado para reconhecer o número dos companheiros de Muhammad. Ele cavalgou pelas tropas com sua égua, retornou e disse: “Há cerca de trezentos homens. Não deve haver muito menos do que isso e nem mais. Ainda espere! Eu verificarei se eles armaram uma emboscada ou se têm reforços!” Ele cavalgou ao longo do vale até chegar longe. Ao retornar, ele disse: “Eu não vi coisa alguma. Mas saibam, coraixitas, que a tentação leva à ruína e que os camelos de Medina trazem morte repentina consigo. Essas são pessoas que não têm outra proteção ou outro refúgio além de suas espadas. Por Allah, nenhum deles cairá até ter matado outro dos seus. Se eles matarem tantos de vocês como há deles, que alegria na vida nos restará? Mas dê sua opinião concernente a isso!”

6.02.7 -- A morte de al-Aswad, o makhzumita

Al-Aswad ibn Abd al-Asad, o makhzumita, um homem briguento e malvado, se adiantou e disse: “Eu tomo Allah por testemunha que eu beberei de seu fosso, ou o destruirei ou morrerei diante dele.” Quando ele se adiantou, Hamza deixou os as fileiras (de Muhammad) e um lutou com o outro. Hamza deu um golpe que feriu o meio de sua perna antes que ele pudesse alcançar a água. Ele caiu de costas, com seu sangue jorrando para seus companheiros. Então ele mancou até o fosso e pulou nele, para cumprir sua promessa. Mas Hamza o seguiu e o matou.*

* Esses atos de combate individual ainda eram comuns entre os beduínos 600 anos depois de Cristo, tal como entre Davi e Golias, 1000 anos antes de Cristo (I Samuel 17:1-54).

6.02.8 -- Os desafios de ‘Utba para combates individuais

Em seguida, ‘Utba ibn Rabi’a, com seu irmão Shaiba e seu filho Walid, se adiantaram das fileiras e desafiaram para combate individual. Três homens entre os Auxiliadores se adiantaram para encontrá-los. Auf e Mu'awwidh, filhos de Harith e ‘Afraa, e um terceiro, que alguns disseram se chamar Abd Allah ibn Rawaha. Os coraixitas perguntaram: “Quem são vocês?” Eles disseram: “Homens dentre os Auxiliadores!” Então responderam: “Não temos nada com vocês!” Então o mensageiro dos coraixitas gritou: “Ó, Muhammad! Deixe que homens de sua própria tribo, que são iguais, se adiantem!”

Muhammad convocou Hamza, Ali e Ubaida ibn al-Harith. Quando disseram seus nomes para os coraixitas, disseram: “Esses são guerreiros nobres de alto nível.” Ubaida, que era o mais velho dos três, se aproximou de ‘Utba, Hamza lutou com Shaiba e Ali com Walid. Hamza e Ali rapidamente mataram seus oponentes. Ubaida e ‘Utba trocaram dois golpes entre si e feriram seriamente um ao outro. Ali e Hamza então fizeram cair sua espada sobre ‘Utba e mataram-no, e então trouxeram seu companheiro de volta consigo.

* Muhammad incluiu alguns costumes dos beduínos no islã, não apenas em questões religiosas, mas também nas regras pré-islâmicas de guerra. Os poemas de louvor, bem como a zombaria em ambos os lados, serviram como “cerimônia de abertura” de um conflito armado que deveria ocorrer.

6.02.9 -- A Batalha

Foi então que os guerreiros se adiantaram, de modo que ambos os lados estavam de pé, um próximo ao outro. Muhammad proibiu seus seguidores de atacar até que desse a ordem, determinando que o inimigo deveria se aproximar mais para forçá-los com as flechas. Ele mesmo estava com Abu Bakr, na cabana. O encontro em Badr ocorreu em uma manhã de sexta-feira, no dia 17 do Ramadã (nono mês). Naquele dia, Muhammad organizou suas fileiras com uma flecha. Conforme ele passava por Sawad ibn Ghazziyya, um aliado dos Banu ‘Adi ibn al-Najjar, que estava sentado diante da fileira, ele o bateu com uma flecha e disse-lhe: “Fique na linha, Sawad!”. Então ele respondeu: “Você me machucou, mensageiro de Allah, e já que Allah o enviou em verdade e justiça, me dê satisfação!” Muhammad descobriu seu peito e disse: “Dê o troco!” Mas Sawad o abraçou e beijou seu peito. Muhammad perguntou: “Por que você faz isso?” Ele respondeu: “Ó, mensageiro de Allah, você vê o que nos aguarda. Portanto, sendo esta nossa última vez juntos, quero que meu corpo toque o seu. O mensageiro orou por ele e o abençoou.

6.02.10 -- Muhammad implora a Allah por ajuda

Após Muhammad posicionar suas fileiras, ele retornou à cabana com Abu Bakr. Então ele suplicou a seu Senhor que o prometesse ajudar. Ele disse: “Allah! Se estes homens perecerem hoje, você não será mais adorado.” Abu Bakr disse: “Ó, profeta de Allah! Você já clamou suficientemente a seu senhor. Com certeza ele cumprirá sua promessa!” Quando Muhammad estava na cabana, ele tremia intensamente. Então veio a si e disse a Abu Bakr: “Receba boas notícias! A ajuda de Allah chegou. Gabriel tomou as rédeas do cavalo. O pó já cobre seus pés!”

* Jesus tremeu no Getsêmani durante seu grande esforço de oração. Um anjo do céu o fortaleceu para beber do cálice da ira de Deus em lugar da humanidade (Lucas 22:41,43). O suposto anjo Gabriel que fortaleceu a Muhammad foi à frente dos muçulmanos em batalha. Ele não era um espírito de paz, mas de guerra.

Uma flecha matou Mihja, um ex-escravo de Umar ibn al-Khattab. Ele foi o primeiro muçulmano a ser morto. Então uma flecha matou Haritha ibn Suraqa enquanto ele bebia do fosso.

6.02.11 -- Muhammad estimula seu povo a batalhar

Então Muhammad saiu a ter com o povo para estimulá-lo. Ele disse: “Por aquele em quem a alma de Muhammad vive, hoje não haverá quem confronte o inimigo e que persevere em batalha por amor a Allah e que, sendo morto, não entrará no paraíso.” Umayribn al-Humam, um irmão dos Banu Salama, que estava comendo tâmaras que estavam em suas mãos, gritou: “Bakh! Bakh!** Você quer dizer que entre mim e o paraíso está apenas a morte nas mãos dessas pessoas?” Então ele jogou as tâmaras, tomou sua espada e lutou até ser morto.

* Martírio entre os muçulmanos somente serve como meio para se receber uma absolvição geral. Supostamente os mártires são transportados para os jardins do paraíso imediatamente. O islã não conhece o sacrífico expiatório e nem substituição propiciatória, conhecendo apenas o autossacrifício em guerra santa. Os muçulmanos não sabem que seu autossacrifício não podem salvá-los, porque cada pessoa é um pecador e somente pode ser salvado pela graça. Somente o sangue de Jesus purifica de todo pecado. O derramar do próprio sangue de alguém de nada serve, nem mesmo em uma guerra santa. Encorajar os muçulmanos a morrerem como mártires é baseado em séculos de autoenganação.
** “Bakh! Bakh! São gritos de surpresa e de maravilha.

Auf ibn al-Harith perguntou a Muhammad como um homem poder trazer contentamento a Allah. Ele respondeu: “Quando ele avança contra o inimigo sem uma cota de malha.” Auf imeditamente retirou sua cota de malha, pegou sua espada e partiu para a batalha, até ser morto.*

* Muhammad impensadamente brincou com as vidas de seus homens, di-zendo que Allah se alegria com a morte de um muçulmano em uma guerra santa.

6.02.12 -- Muhammad arremessa areia em direção aos descrentes

Então Muhammad tomou um punhado de areia, se voltou para os coraixitas, jogou em direção a eles e gritou: “Que seus rostos sejam desfigurados!”* Então ele ordenou a seu povo a investir contra o inimigo, de modo que seu destino foi traçado. Allah matou alguns de seus nobres e outros foram tomados cativos. Quando alguns foram presos, Muhammad, que estava sentado em sua cabana, antes que Sa'd ibn Muadh e outros ajudantes montassem guarda com espadas desembainhadas, a fim de que o inimigo não o atacasse, notou que Sa'd estava insatisfeito com a ação do povo. Por isso falou com ele: “Me parece que você está insatisfeito com o que o povo está fazendo.” Sa'd respondeu: “Com certeza, mensageiro de Allah! Esta é a primeira derrota que Allah causa aos idólatras. Por isso eu preferiria vê-los todos mortos, em vez de serem protegidos.”

* Muhammad foi rotulado de mago e vidente por seus inimigos em Meca. Aqui Muhammad dá um exemplo de sua magia negra.

6.02.13 -- Muhammad proíbe a morte de idólatras específicos

Muhammad disse a seus companheiros: “Eu conheço alguns dos filhos de Hashim e outros somente saíram para batalhar contra nós por compulsão. Portanto, que ninguém mate um dos Banu Hashim, e nem a Abu al-Bakhtari ibn Hisham ou meu tio al-‘Abbas, porque ele também saiu contra sua vontade.”* Então Abu Hudhaifa disse: “Então devemos matar nossos pais, nossos filhos, nossos irmãos e os homens de nosso clã e ainda assim poupar al-‘Abbas? Por Allah, se eu encontrá-lo, ele provará o gosto de minha espada!” Quando Muhammad ouviu isso, ele disse a Umar: “Ó, pai dos Hafs” – foi a primeira vez que Muhammad o chamou assim – “o rosto do tio do mensageiro deveria ser cortado em pedaços?” Umar respondeu: “Me deixe cortar fora o pescoço de Abu Hudhaifa; ele é um hipócrita!” Posteriormente Abu Hudhaifa disse: “Por causa das palavras que disse naquele dia, eu não me senti mais seguro, e terei medo até chegar o dia em que serei perdoado por eles por meio do martírio.” E ele realmente morreu como mártir na batalha de Yamama.

* Muhammad praticou políticas familiares e protegeu seus parentes durante as batalhas sangrentas. As leis de parentesco frequentemente exercer maior influência entre os muçulmanos do que as ordenanças religiosas do islã.

A razão pela qual Muhammad quis poupar Abu al-Bakhtari foi porque quando ele ainda estava em Meca, al-Bakhtari o protegeu e nunca o ofendeu. Ele também pertencia àqueles que estavam envolvidos no retratamento da aversão contra os Banu Hashim e Muttalib. Al-Muhadhdhhar ibn Ziyad al-Balawi o encontrou e disse: “Muhammad nos proibiu de feri-lo.” Próximo a Abu al-Bakhtari estava sentado Junada, filho de Mulaiha, a filha de Zuhair ibn Harith ibn Asad, que havia viajado com ele de Meca (Junada era dos Banu Laith). Al Muhadhdhar respondeu: “Muhammad nos ordenou poupá-lo, mas seu companheiro de viagem eu não pouparei.” – “Se for assim,” ele respondeu, “então eu prefiro morrer com ele do que ter as mulheres de Meca dizendo que eu traí meu companheiro de viagem apenas para salvar minha própria vida.” Então ele recitou o seguinte verso:

“Um filho da liberdade
Não trai seu companheiro de viagem
Para que morra
E nem o vê em segurança em seu caminho.”

Al-Muhadhdhar então lutou contra ele até que o matou.

6.02.14 -- A morte de Umaiyya ibn Khalaf

Abd al-Rahman ibn Auf disse o seguinte: “No dia de Badr eu passei por Umaiyya enquanto ele estava com seu filho Ali, andando de mãos dadas. Eu carregava algumas cotas de malha, as quais saqueei. Quando ele me viu, ele exclamou: ‘Ó, Abd Amr!’ Mas eu não respondi. Então ele chamou: ‘Ó, Abd Amr!’ Eu perguntei: ‘O que você quer?’ Ele disse: ‘Você quer me fazer prisioneiro? Eu valho mais para você do que essas armaduras.’ Eu disse: ‘Com certeza, por Allah,’ então joguei as armaduras e tomei a ele e a seu filho pela mão. Quando fiquei entre Umaiyya e seu filho, ele me perguntou quem era o homem com penas de avestruz em seu peito. Eu respondi: ‘É Hamza.’ Então ele respondeu: ‘Ele é quem fez tal e tal contra nós.’ Então eu conduzi os prisioneiros dali. Então veio Bilal, a quem Umaiyya atormentou em Meca a fim de fazê-lo se afastar do Islã. Ele o fez deitar de costas na areia quente, pôs uma pedra pesada sobre seu peito e disse que ele ficaria ali até que renunciasse à sua fé em Muhammad. Mas Bilal persistentemente disse: ‘Um, um.’ Tão logo Bilal o viu, ele explicou: ‘Você é Umaiyya ibn Khalaf, o líder dos descrentes. Que eu mesmo morra se você for poupado!” Eu disse: ‘Ó, Bilal! Você quer atacar meus prisioneiros?’ Ele respondeu: ‘Que eu morra se ele for salvo!’ Eu disse: ‘Você está me ouvindo, filho de mulher negra?’ Então Bilal disse com alta voz: ‘Ó, guerreiros de Allah! Aqui está Umaiyya, o líder dos descrentes. Eu mesmo morrerei se ele for poupado!’ Com isso, todos eles ficaram à sua volta como um bracelete, ainda assim eu protegi a Umaiyya. Mas uma das pessoas atingiu a perna de seu filho com uma espada, de modo que ele caiu e Umaiyya soltou um grito como eu nunca havia ouvido antes. Então eu disse-lhe: ‘Salve sua alma, por Allah, eu não posso mais utilizá-lo!’ Então eles feriram aos dois com suas espadas até que mataram a ambos. Então eu disse: ‘Que Allah tenha misericórdia de Bilal! Toda as minhas armaduras se foram e agora ele me privou de meus prisioneiros.’”

6.02.15 -- A morte de Abu Jahl ibn Hisham

Abu Jahl lutou naquele dia e recitou o seguinte verso:

Uma batalha contínua me é mais aprazível
Do que um camelinho de dois anos, com seus dentes crescendo;
Para isso é que minha mãe me deu à luz.

Após Muhammad derrotar o inimigo, ele ordenou que Abu Jahl fosse localizado entre os mortos. Mu'adh ibn Amr, um irmão dos Banu Salama, foi o primeiro a encontrá-lo. Ele explicou: “Eu ouvi como as pessoas disseram a Abu Jahl, que estava escondido no mato: ‘Ninguém deve chegar a Abu al-Hakam.’”

Quando eu ouvi isso, eu pensei: “Isso é de minha conta!” Eu fui até ele e, uma vez que penetrei o mato, eu o ataquei e dei um golpe que arrancou sua perna toda do joelho para baixo. E, por Allah, ele caiu tão rápido quanto as tâmaras caem da tamareira quando atingidas por uma pedra. Seu filho ‘Ikrima me atingiu o braço com um golpe tão forte que arrancou minha mão, ficando pendurada ao lado apenas pela pele. Então o tumulto da batalha me afastou dele. Eu continuei lutando o dia inteiro arrastando minha mão atrás de mim. Quando a dor me venceu, eu a pisei com meu pé até arrancá-la fora.

Então Mu'awwidh ibn Afra chegou ao homem coxo e o feriu seriamente. Ainda assim havia uma fagulha de vida nele. Mas Mu'awwidh continuou lutando até que o matou. Quando Muhammad deu ordem para encontrar Abu Jahl entre os mortos, Abd Allah ibn Mas’ud se aproximou e o reconheceu, porque, pelo que ouvi, Muhammad disse: “Se vocês não o reconhecerem, procurem uma cicatriz no joelho. Quando ele ainda era moço – e eu era uns dez anos mais velho do que ele – nós brigamos em um jantar de Abd Allah ibn Judan. Eu dei-lhe um empurrão. Ele caiu de joelhos e se machucou, de modo que ficou uma cicatriz permanente.” Quando Abd Allah o encontrou, ele estava em sua última agonia de morte. Ele o matou pondo seu pé em seu pescoço, porque o próprio Abd Allah fora preso, esbofeteado e maltratado por Abu Jahl em Meca.

Abd Allah perguntou-lhe: ‘Allah já te envergonhou, inimigo de Allah?’ Ele respondeu: ‘De que forma ele me envergonhou? Eu sou melhor do que um homem que você matou. Diga-me, a quem o destino está favorável hoje?’ Abd Allah respondeu: ‘A Allah e ao seu mensageiro!’ Ibn Mas’ud relatou que Abu Jahl disse: “Você subiu alto demais, seu insignificante pastor de ovelhas.” Então eu arranquei sua cabeça e a levei a Muhammad e disse: “Mensageiro de Allah, aqui está a cabeça de Abu Jahl, o inimigo de Allah!” Muhammad exclamou: “Por Allah, além do qual não há outro deus!” (Foi assim que jurou.) Eu respondi: “Sim! Por Allah, além do qual não há outro deus!” Então pus sua cabeça entre as mãos do Apóstolo de Allah e louvei a Allah.*

* Que diferença há entre Muhammad e Jesus, que na cruz orou por Seus inimigos: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34). Muhammad, porém, louvou a Allah quando a cabeça de seu arqui-inimigo, Abu Jahl, estava diante de si. Pelo contrário, Jesus nos ensinou a amarmos nossos inimigos, a respeitar e a orar por eles. Estevão, o mártir, orou no Espírito de Jesus enquanto morria: “Senhor, não impute-lhes este pecado” (Atos 7:60), embora fosse apedrejamento inocentemente.

6.02.16 -- Como os descrentes foram lançados para dentro de um poço

Muhammad fez com que aqueles que foram mortos fossem lançados para dentro de um poço. Apenas Umaiyya ibn Khalaf foi enterrado sob terra e pedra, pois seu corpo fora tão engolido pela armadura que não foram possíveis separá-los. Então restou apenas ele e ele foi deixado ali. Quando o restante dos corpos já estava no poço, Muhammad ficou diante deles e exclamou: “Ó, homens no poço! A promessa de seu senhor se cumpriu? A promessa do meu senhor foi fidedigna.” Seus companheiros disseram: “Ó, mensageiro de Allah! Você chama por aqueles que há muito estão mortos?”* Muhammad respondeu: “Ele sabe que a promessa de seu Senhor é verdadeira.”

* O ódio de Muhammad por seus inimigos ultrapassou até mesmo a morte deles. Ele não conhecia amor ou perdão pelos inimigos. Suas palavras de ódio seguiram seus inimigos até a morte e túmulo.

Nessa ocasião, Muhammad disse: “Ó, homens do poço, vocês foram maus parentes de seu profeta. Vocês me chamaram de ‘mentiroso’, enquanto outros me declararam verdadeiro. Vocês me expulsaram e outros me acolheram. Vocês lutaram contra mim enquanto outros me protegeram.”

Após Muhammad dar ordem e ‘Utba ser arrastado ao poço, Muhammad percebeu que o rosto de seu filho Abu Hudhaifa parecia completamente contorcido e perturbado. Ele disse-lhe: “Me parece que seu coração está diferente após a morte de seu pai” – ou disse palavras similares. Abu Hudhaifa respondeu: “Não, por Allah, ó mensageiro de Allah, eu nada tenho contra a morte de meu pai. Mas ele era alguém que eu sabia que era cheio de discernimento e de virtude. Eu esperava que isso o conduzisse ao islã. Como agora vejo seu destino e vejo que minha esperança de que ele não morresse como descrente se dissipou, eu fiquei triste.” Muhammad o abençoou e disse-lhe palavras gentis.

6.02.17 -- A respeito dos prisioneiros e do espólio de Badr

Então Muhammad reuniu tudo o que o povo tomou como espólio e disse palavras a este respeito. Aqueles que saquearam quiseram manter as recompensas para si. Aqueles que localizaram e batalharam contra os inimigos disseram: “Sem nós vocês não teriam efetuado saque algum! Nós afastamos os guerreiros inimigos de vocês!” Aqueles que protegeram a Muhammad, temendo um ataque inimigo, disseram: “Vocês não merecem mais do que nós. Nós também quisemos lutar contra o inimigo, quando Allah nos deu as costas. Então quisemos tomar o espólio, que ninguém estava protegendo, mas tememos um ataque ao profeta. Portanto, nós ficamos com ele. Por causa disso não somos menos merecedores do que vocês.”*

* Desacordos sobre presas em guerra santa foram um problema recorrente. Portanto, Muhammad primeiro reuniu tudo o que foi saqueado e depois dividiu conforme julgou adequado.

Em seguida, Muhammad ordenou que o espólio fosse entregue. Então retornou com os idólatras cativos para Medina. Entre eles estava ‘Uqba ibn Abi Mu'ait e Nadr ibn al-Harith. Ele levou o espólio consigo e o confiou a Abd Allah ibn Ka’b. Muhammad passou pela estreita passagem de Safra e, então, ergueu acampamento em um vale arenoso chamado Sa'ir (inferno), que fica entre a passagem estreita e al-Nazih. Ali ele dividiu o espólio em partes iguais. Dali seguiu para Rawha, onde os crentes foram ter com ele e o saudaram pela vitória.

6.02.18 -- A morte de al-Nadr e ‘Uqba

Quando Muhammad estava em Safra, ele ordenou Ali a matar al-Nadr ibn al-Harith, e quando chegou a ‘Irq al-Yabya, ‘Uqba ibn Abi Mu'ait foi morto. Ele fora tomado cativo por Abd Allah ibn Salama, um dos Banu al-‘Ajlan.*

* Muhammad executou seus maiores inimigos. Ele tinha muito sangue em suas mãos. Em contraste, Jesus curou a orelha de Malco. Nenhum mal foi causado pelas mãos de Seus discípulos (João 18:10).

Quando ele ouviu que Muhammad deu ordem para que fosse executado, ele perguntou: “Quem cuidará de meus filhos, Muhammad?” Ele respondeu: “O inferno”. Ele foi morto por ‘Assim ibn Thabit.

Ali, Muhammad encontrou-se com Abu Hind, um ex-escravo de Farwa ibn Amr al-Bayadi, que tinha um contêiner com uma refeição feita de tâmaras e leite. Ele não participou da batalha de Badr, mas participou de todas as seguintes. Ele foi o copeiro de Muhammad, de quem foi dito: “Abu Hind é um dos Auxiliadores; se aparentem dele se casando com ele!” E assim aconteceu.

Então Muhammad seguiu para Medina e chegou lá um dia antes dos prisioneiros. Quando os prisioneiros chegaram a Medina, Sawda, filha de Zamaas, a esposa de Muhammad, viu-se entre os Banu Afra, que lamentavam por Awf e Muadh, que eram seus parentes. Isso foi antes de as esposas de Muhammad serem ordenadas a se ocultar atrás do véu. “De repente”, explicou Sauda, “ouviu-se os gritos: ‘Eles estão trazendo os prisioneiros!’ Eu voltei para casa, onde Muhammad estava. Em um canto do cômodo estava Suhail ibn Amr, com suas mãos amarradas atrás de seu pescoço. Quando eu o vi assim, eu perdi meu controle e exclamei: ‘Ó, pai de Jazid, você praticou boas ações com suas mãos; você morre como um homem nobre!’ Mas a voz de Muhammad me trouxe de volta a si, pois ele me chamou da casa: ‘Você quer causar insatisfação entre Allah e Seu mensageiro?’ Eu respondi: ‘Ó, mensageiro de Allah, o qual te enviou em verdade, eu perdi o controle quando vi Abu Jazid amarrado com suas mãos ao pescoço!’”

Quando Muhammad chegou com os prisioneiros, ele os dividiu entre seus companheiros e disse que deveriam tratá-los bem. Entre os prisioneiros estava Abu ‘Aziz ibn ‘Umayr. Mus’ab foi até ele quando um dos auxiliadores o tomou como prisioneiro e disse a ele: “Amarre-o bem apertado! Sua mãe é rica. Talvez ela o resgatará.” Então foi pedido à sua mãe a maior fiança que já foi pagada por um coraixita: 4 mil dirham. Ela enviou o valor e, portanto, o resgatou.

6.02.19 -- Como as notícias da derrota chegaram a Meca

O primeiro a levar notícias a Meca a respeito da derrota dos coraixitas foi Haisuman ibn Abd Allah al-Khuza’i. Eles perguntaram-lhe: “O que o traz aqui?” Ele disse: “Utba, Shaiba, Abu al-Hakam, Umaiyya, Zama’a, Nubaih, Munabbih e Abu al-Bakhtari foram mortos!” Então quando ele citou os nomes dos nobres coraixitas, Safwan ibn Umaiyya, que estava sentado no santuário, disse: “Por Allah, para vermos se este homem ainda está são, perguntem-lhe sobre mim!” Eles perguntaram: “E quanto a Safwan ibn Umaiyya?” Ele respondeu: “Ele está sentado no santuário, mas eu vi como seu pai e seu irmão foram mortos.” Abu Lahab não saiu para Bdr, mas enviou al-Asi ibn Hisham como seu representante. Os outros que ficaram para trás fizeram o mesmo. Quando ele recebeu as notícias da derrota dos coraixitas, ele se retraiu e sentiu-se envergonhado.

6.02.20 -- A captura de Abu al-‘As ibn Rabi’

Entre os prisioneiros estava também Abu al-‘As ibn Rabi’, o genro de Muhammad, marido de sua filha Zaynab. Alguns o tinham na mais elevada posição, sendo um comerciante rico e honesto. Sua mãe era Hala, filha de Khuwailid. Khadija foi sua tia. Ela convenceu Muhammad a dar Zainab a ele como esposa, e como ele não se opôs a ela – isso foi antes do chamado de Muhammad – ele concordou, e Khadija o viu como seu filho. Quando Allah, em Sua graça, concedeu a Seu mensageiro a função de profeta, Khadija creu nele. Suas filhas também aderiram à fé e confessaram o islã. Abu al-’As, porém, ficou no politeísmo, e também ‘Utba ibn Abi Lahab, a quem Muhammad deu sua filha Ruqayya ou Umm Kulthum como esposa. Quando ele confrontou os coraixitas com a ordem de Allah e apareceu como seu oponente, eles disseram: “Você aliviou Muhammad de seus problemas; devolva a ele suas filhas para que ele tenha que se virar com elas!” Primeiro foram a Abu al-‘As e disseram-lhe: “Separe-se de sua esposa. Nós te daremos qualquer mulher dos coraixitas em lugar dela.” Ele respondeu: “Por Allah, eu não me separarei de minha esposa e não a trocarei por outra.” Então dirigiram as mesmas palavras a ‘Utba, e ele disse: “Se vocês me derem a filha de Aban ibn Sa'id ou a filha de Sa'id ibn al-‘As, então me separarei da filha de Muhammad.” Então eles deram-lhe a filha de Said para ser sua esposa, e ele dispensou a filha de Muhammad antes de consumar o casamento. Allah a libertou de seu poder e a honrou para a vergonha de ‘Utba. Ela se tornou a esposa de Uthman ibn ‘Affan. Muhammad não tinha autoridade em Meca para permitir ou proibir qualquer coisa. Ele teve de tolerar tudo, então sua filha Zainab estava separada de seu marido por causa do islã, embora ele não tivesse o poder para separá-la dele. Então ela permaneceu com ele como crente enquanto ele ainda era idólatra, o que durou até a imigração de Muhammad. Quando os coraixitas saíram para Badr, ele estava entre eles. Ali ele foi preso e permaneceu com Muhammad em Medina.

Quando os de Meca enviaram pessoas a Medina para resgatar os prisioneiros, Zainabe também enviou dinheiro para resgatar seu marido, Abu al-‘As. Ela enviou um colar, o qual fora dado a ela por Khadija em seu casamento. Quando Muhammad viu isso, ele se sentiu tocado e disse: “Se vocês quiserem, devolvam a ela o prisioneiro com o que ela enviou como pagamento da fiança.” Seus companheiros concordaram e devolveram a ela seu marido com tudo mais.

6.02.21 -- Zainab parte para Medina

Muhammad fez uma promessa a Abu al-‘As, ou ele fez por vontade própria – não se sabe exatamente, já que nenhum dos dois falou sobre isso – de deixar Zainab ir a Medina. A única certeza é que, após a libertação de Abu al-‘As, Muhammad imediatamente enviou auxiliadores com Zaid ibn Haritha e disse-lhe: “Vá ao vale de Yajaj e espere lá até que Zainab passe. Então faça companhia a ela e traga-a para mim.”

Eles partiram imediatamente. Aproximadamente um mês já se havia passado desde o encontro em Badr. Uma vez que al-‘As chegou a Meca, ele ordenou Zainab a ir ter com seu pai, de modo que ela saiu para ajuntar as coisas necessárias para a viagem. Abd Allah ibn Abu Bakr me relatou que ele ouviu como Zainab explicou: “Enquanto eu me preparava para viajar a Meca para ver meu pai, eu encontrei Hind, a filha de ‘Utba, que disse: ‘Ó, filha de Muhammad, eu ouvi que você viajará até seu pai.’ – ‘Não é minha intensão!’ ‘Não seja hipócrita, prima! Se você precisar de algo para tornar a viagem mais agradável, seja ouro ou outra coisa, me avise. Eu posso dar a você. Não pense mal de mim, pois nós, mulheres, nos tratamos diferentemente do que os homens entre si.’ Embora me parecesse que ela realmente queria fazer conforme disse, eu ainda tive medo, então neguei meu intento. Aquilo que eu necessitava eu procurei sozinha.”

Quando Zainab estava aprontando seu camelo, seu cunhado, Kinana ibn Rabi’a levou um camelo a ela. Ela montou no camelo, tomou seu arco e a aljava e conduziu o camelo em plena luz do dia para fora da cidade. Os coraixitas falaram desse evento e saíram para trazê-la de volta. Eles a alcançaram em Dhu Tawa. O primeiro a encontrá-la foi Habbar ibn al-Aswad ibn al-Muttalib, o fihrita. Ele a ameaçou com sua lança, fazendo com que ela tivesse um aborto espontâneo. Seu cunhado se ajoelhou ao lado dela, pôs suas flechas de lado e disse: “Por Allah! Se algum homem se aproximar dela, sentirá minhas flechas!” Com isso, as pessoas se afastaram.

Então veio Abu Sufyan com outros nobres coraixitas e disse: “Solte essas flechas para que possamos conversar com você!” Quando ele afastou seu arco, Abu Sufyan se aproximou dele e disse: “Você não age sabiamente. Você saiu com a mulher publicamente, para todos verem. Você sabe muito bem que infortúnio nos atingiu e o que temos sofrido por causa de Muhammad. Se você tão abertamente sai de nosso meio com a filha dele, as pessoas dirão que fomos humilhados e rebaixados por nossa derrota, de modo que teremos que suportar tudo com fraqueza e desamparo. Portanto, volte com a mulher até que a conversa do povo pare. Nós não queremos impedi-la de voltar a seu pai e nem temos razão para tal. Tão logo o povo diga que a trouxemos de volta, você pode levá-la em segredo até seu pai.” Kinana concordou com isso e permaneceram por diversas noites até que a conversa cessou. Então ele a conduziu durante a noite para fora da cidade e a levou a Zaid e seu companheiro, que a levaram a Muhammad.

Muhammad uma vez enviou pessoas para uma campanha militar e disse: “Se vocês capturarem Habbar ou o homem que primeiro se aproximou de Zainab com ele, o queime com fogo”. Na manhã seguinte, ele enviou alguém para dizer que havia cancelado sua ordem, já que apenas Allah tinha direito de punir alguém com fogo. Eles deveriam apenas matá-los.

6.02.22 -- A conversa de Abu al-‘As ibn Rabi’

Abu al-‘As, o genro de Muhammad, permaneceu em Meca. Por causa do islã, ele estava separado de sua esposa, que permaneceu em Medina, até pouco antes da conquista de Meca. Um dia, ele tomou seu próprio dinheiro e o de outro a fim de aproveitar alguns negócios na Síria, porque os coraixitas tinham muita confiança nele. No caminho de volta, ele encontrou um grupo de guerreiros de Mohammed que havia sido enviado, sendo que tomaram tudo dele. Ele mesmo escapou. Após as tropas retornarem a Medina, durante a noite ele foi ter com sua esposa Zainab, sendo que suplicou a ela por proteção, a qual ela lhe garantiu. Ele conseguiu de volta sua mercadoria.

Enquanto Muhammad realizava as orações matinais e dizia as palavras “Allah é grande”, Zainab exclamou da fileira das mulheres: “Ó, povo, saibam que pus Abu al-‘As sob minha proteção.” Quando Muhammad completou a oração, ele se virou à congregação e perguntou: “Ó, povo, vocês ouviram o que eu ouvi?” Quando responderam afirmativamente, ele continuou: “Por aquele em quem a alma de Muhammad repousa, eu não sabia coisa alguma disso até agora, quando vocês também ouviram. Certamente, até o menos importante tem direito de oferecer proteção a alguém.” Ele foi a sua filha e disse a ela: “Trate-o com respeito, mas não te é permitida familiaridade com ele.”

Muhammad enviou mensageiros aos que foram enviados e que saquearam os bens de Abu al-‘As, e disse-lhes: “Vocês sabem como esse homem é próximo de nós. Se vocês quiserem, por nós, devolvam-lhe seus pertences. Se não, então considerem sua recompensa merecida que Allah vos concedeu.” As pessoas disseram que estavam dispostas a devolver, e assim o fizeram – até mesmo baldes, pequenas garrafas, lavatórios e um pedaço de maneira no qual os sacos de viagem eram amarrados, de modo que, no fim, ele nada perdeu. Ele levou tudo para Meca e deu aos coraixitas e a outros tudo o que lhes era devido. Então ele perguntou se alguém tinha uma demanda para si, e disseram: “Não, que Allah te recompense! Você agiu fidedignamente e nobremente para conosco.” A isso respondeu: “Eu confesso que não há Deus além de Allah e que Muhammad é Seu servo e mensageiro. Por isso eu não me converti ao islã enquanto estava com ele, porque temi que vocês pudessem pensar que eu somente desejava adquirir de volta meus pertences. Agora que Allah vos devolveu tudo e eu estou livre, eu devo me tornar um muçulmano.” Após isso, ele deixou Meca e foi ter com Muhammad.”

6.02.23 -- A conversão de ‘Umayr ibn Wahb

Pouco após a derrota em Badr, ‘Umayr ibn Wahb al-Jumani sentou-se com Safwan ibn Umaiyya. ‘Umayr era um dos satãs* dos coraixitas e um dos que mais haviam perseguido Muhammad e seus seguidores em Meca. Seu filho, Wahb, foi capturado em Badr. Agora ele falava da derrota e do destino daqueles que foram lançados para dentro do poço. Safwan disse: “Por Allah, a vida não tem mais sentido após essa perda!” ‘Umayr respondeu: “Você está certo, por Allah. Se não fosse pela dívida que me onera, a qual não posso pagar, e uma família que pereceria comigo, eu iria a Muhammad e o mataria. Eu teria uma boa desculpa para isso, pois meu filho é mantido prisioneiro em Medina. Safwan aproveitou a oportunidade e disse: “Eu assumirei a responsabilidade por pagar sua dívida. Sua família vive com a minha. Eu a apoiaria enquanto existir. Eles não terão falta de coisa alguma que eu possuo.” ‘Umayr respondeu: “Mantenha segredo disso tudo que você falou!” Safwan com ninguém falou a este respeito. ‘Umayr afiou sua espada e a envenenou e partiu para Medina.

* Os oponentes mais persistentes e maliciosos de Muhammad eram chamados de “Satãs dos coraixitas”. Khomenei não foi o inventor dessa expressão. Com essas palavras, ele estava apenas seguindo os passos de Muhammad (Sura al-Baqara 2:14).

Enquanto Umar conversava com outros crentes acerca do dia de Badr, falando tanto da graça de Allah quanto da derrota do inimigo, ele viu ‘Umayr, com sua espada ao lado, aguardando diante da porta da mesquita. Ele disse: “Esse cão e inimigo de Allah, ‘Umayr ibn Wahb, com certeza tem alguma coisa má em mente. Ele despertou hostilidade e tinha um semblante maligno no dia de Badr. Ele foi a Muhammad e o informou da chegada de ‘Umayr. Muhammad disse: “Traga-o a mim!” Umar o tomou pelo cinto de sua espada e o conduziu a Muhammad, dizendo aos auxiliadores que estavam com ele: “Vão a Muhammad! Sentem-se com ele e protejam-no desse malfeitor, porquanto eu não confio nele.”

Quando ele o levou diante de Muhammad, segurando a bainha de sua espada, Muhammad disse: “Deixe-o!” Ele permitiu que ‘Umayr se aproximasse. Umayr desejou-lhe “bom dia”. Esta era a saudação de costume durante o tempo do paganismo. Muhammad disse: “Allah nos deu uma saudação melhor. Nós cumprimentamos com “Salam”*, tal como o fazem o habitantes do paraíso.” – “Por Allah, Muhammad, eu ainda sou um novato.” – “Por que você vem?” – “Para pedir que trate bem meu filho preso.” – “E qual é a razão da espada pendurada em volta de seu pescoço?” – “Maldição! Há alguma coisa boa para mim?” – “Me conte a verdade! Por que você veio?” – “Apenas pela razão que te contei.” – “Certamente que não! Você se sentou com Safwan no santuário. Você falou sobre os homens que foram lançados ao poço. Você jurou que se não fosse pela dívida que há em sua família, você me mataria. Então Safwan assumiu responsabilidade por sua dívida e família, de modo que você poderia me matar. Mas Allah se colocou entre você e a realização de seu desejo.” ‘Umayr então disse: “Eu testifico que você é o mensageiro de Allah. Nós achávamos que você era um mentiroso por causa das revelações que você trouxe do céu. Quando eu falei com Safwan, ninguém estava presente! Somente Allah poderia tê-lo contado isso! Que Allah seja louvado pela forma com que me levou ao Islã!” Então ele fez uma confissão sincera e Muhammad disseram aos presentes: “Instruam seu irmão na fé. Façam-no ler o Alcorão e libertem seu filho!” Isso aconteceu imediatamente. Então ‘Umayr disse: “Ó, mensageiro de Allah, eu tenho me esforçado para apagar a luz divina. Eu tenho atormentado intensamente os crentes. Permita-me retornar a Meca. Eu quero chamar os de Meca a Allah, ao Seu Mensageiro e ao islã. Talvez Allah os conduzirá, caso contrário, eu serei hostil a eles da mesma forma que fui hostil a seus companheiros.” Muhammad o autorizou e ele retornou a Meca. Safwan teria dito após a partida de ‘Umayr: “Antecipe em alguns dias um evento que fará com que a batalha de Badr seja esquecida.” Ele questionou todas as caravanas a cerca de ‘Umayr, até que ele finalmente ouviu que ele havia se convertido ao islã. Então ele jurou nunca mais falar com ele e nem lhe ser útil. ‘Umayr chamou os de Meca ao islã e se tornou o inimigo mais sagaz daqueles que não lhe deram ouvidos. Muitos se converteram por meio dele.

* Segundo as Suras al-A’raf 7:46, Yunus 10:10 e al-Ahzab 33:44, bem como outros versos, a saudação “Salamun alaikum” vem do paraíso.

6.02.24 -- A respeito da revelação da oitava Sura, “Al-Anfal” (Os Espólios)

Após o encontro em Badr, Allah revelou toda a Sura 8, “Os Espólios”*. Consequente às discussões a respeito da divisão dos espólios, o seguinte verso apareceu: “Perguntar-te-ão sobre os espólios. Dize: Os espólios pertencem a Deus e ao Mensageiro. Temei, pois, a Deus, e resolvei fraternalmente as vossa querelas; obedecei a Deus e ao Seu Mensageiro, se sois fiéis.” (Sura al-Anfal 8:1). Conforme o que foi dito, Ubada ibn al-Samit disse, enquanto acontecia uma conversa sobre “Os Espólios”: “Ela apareceu por nossa causa, os guerreiros de Badr, enquanto estávamos em desacordo. Com ela Allah rasgou a perversa paixão que estava em nossos corações e deu os espólios ao mensageiro de Allah, o qual o dividiu igualmente. Por causa disso fomos tementes a Deus, obedientes a Allah e ao Seu pacífico mensageiro.”

* A conquista de espólio se tornou a força motriz por trás das campanhas de conquista. Muhammad então sancionou práticas beduínas, incorporou assaltos e assassinatos de emboscada na guerra santa.

6.02.25 -- Os nomes dos muçulmanos que estavam presentes em Badr

Dos Banu Hashim: Muhammad, o mensageiro de Allah; Hamza, o leão de Allah e de seu profeta; Ali ibn Abi Talib (que posteriormente se tornou o quarto Califa); Zaid ibn Haritha, o kalbita; Anasa e Abu Kabsha, os ex-escravos de Muhammad (Anasa era um abissínio e Abu Kabsha um persa); Abu Marthad Kannaz ibn Hisn e seu filho Marthad, dois aliandos de Hamza; Ubaida ibn al-Harith e seus irmãos Tufail e Husain; Mistah, cujo nome era Auf; Ibn Uthatha ibn Abbad ibn al-Muttalib – ao todo, doze homens.

Dos Banu Abd Shams: Uthman ibn ‘Affan (que posteriormente se tornou o terceiro Califa), que permaneceu atrás, com sua esposa, Ruqayya, a filha de Muhammad, a quem Muhammad ainda assim deu uma porção dos espólios. Quando ele questionou sobre sua recompensa, Muhammad respondeu: “Você também terá sua recompensa no paraíso.” Além dele: “Abu Hudhaifa ibn ‘Utba e seu ex-escravo Salim (Abu Hudhaifa era chamado Mihsham, e Salim era um es-escravo de Thubaita, filha de Jaar, que também adotou Abu Hudhaifa como filho. Segundo outros, Thubaita era a esposa de Abu Hudhaifa ou Salim era um ex-escravo do próprio Abu Hudhaifa). Subaih, um ex-escravo de Abu al-‘As ibn Umaiyya, se preparou para sair com Muhammad, mas ficou doente. Ele emprestou seu camelo a Abu Salama ibn Abd al-Asad. Subaih também tomou parte nas batalhas subsequentes.

Dos aliados dos Banu Abd Sham, os seguintes: Abd Allah ibn Jahsh, Ukkasha ibn Mihsan, Shudja’ ibn Wahb e seu irmão Uqba, Jazid ibn Ruqaysh, Abu Sinan ibn Mishan, um irmão de Ukkasha e seu filho Sinan, Muhriz ibn Nadhla, Rabi’a ibn Aktham.

Dos aliados dos Banu Kabir: Thaqf ibn Amr e seus irmãos Malik e Mudlij, que pertenciam aos Banu Hajr; o clã dos filhos de Sulaim; e Abu Makhshi, um de seus aliados – ao todo, 16 homens (Abu Makhshi era da tribo de Ta’iyy; seu nome era Suwaid ibn Makhshi).

Dos Banu Nawfal estavam presentes: ‘Utba ibn Ghazwan e seu ex-escravo Khabbab.

Dos Banu Asad: Zubair ibn al-Awwam, Hatib ibn Abi Balta’a e seu ex-escravo Sa'd (Abu Balta’a era chamado ‘Amr e era um lakhmita, Sa'd era kalbita).

Dos Banu Abd al-Dar: Mus’ab ibn ‘Umayr e Suwaybit ibn Sa'd.

Dos Banu Zuhra: Abd al-Rahman ibn Auf e Sa'd ibn Abi Waqqas, junto de seu irmão ‘Umayr. De seus aliados participaram: Al-Miqdad ibn Amr, Abd Allah ibn Mas’ud, Mas’ud ibn Rabi’a, dos Qara (Qara era um apelido. Eles eram arqueiros e deles se diz: “Os Qara acertam a quem quer que eles mirem.”) Dhu al-Shimalain ibn Abd Amr, cujo nome era ‘Umayr e que era chamado Dhu al-Shimalain, que literalmente significa aquele que tem duas mãos esquerdas, porque ele usava sua mão esquerda para tudo – e Khabbab ibn al-Aratt, totalizando 8 homens. (Khabbab era dos Banu Tamim, e seus descendentes ainda estão presentes em Kufa; segundo outros, ele era de Khuzaa.)

Dos Banu Tamim: Abu Bakr (que posteriormente se tornou o primeiro Califa) e seu ex-escravo Bilal ibn Ribah, Amir ibn Furaira (ele era um negro, que nasceu escravo dos Banu Asad, que venderam-no a Abu Bakr), e Suhaib ibn Sinan, de Namir ibn Qasit (segundo outros, Suhaib era um ex-escravo de Abd Allah ibn Judan. Dizia-se que ele era grego, segundo outros era de Namir, foi capturado pelos gregos e vendido por eles. Muhammad teria dito: Suhaib esteve diante dos gregos), e Talha ibn ‘Ubaid Allah. Ele esteve na Síria e somente retornou após o encontro em Badr (ele falou com Muhammad, o qual não apenas deu-lhe uma porção do espólio, mas também recebeu a garantia de que receberia sua recompensa) – totalizando 5 homens.

Dos Banu Makhzum: Abu Salama Abd Allah ibn Abd al-Asad, Shammas ibn Uthman, al-Arqam ibn Abi al-Arqam, Abd Manaf ibn Asad Abi Jundub, ‘Ammar ibn Yasir (ele era um ausita de Madshij), e Mu'attib ibn ‘Auf, que era chamado de Aihama – totalizando 5 pessoas.

Dos Banu ‘Adi ibn Ka’b: Umar ibn al-Khattab (posteriormente ele se tornou o segundo Califa), seu irmão Zaid e seu ex-escravo Mihja, o primeiro muçulmano em Badr que foi morto por uma flecha (ele era filho de Akks), Amr ibn Suraqa e seu irmão Abd Allah e seus aliados Waqid ibn Abd Allah, Khauli e Malik ibn Khauli (dos Banu Idjl ibn Lujaim), Amir ibn Rabi’a de Anz ibn Wa’il, Amir Aqil, Khadid e Ijas, filhos de Bukair, dos Banu Sa'd ibn Laith, aliados dos Banu ‘Adi. Além deles: Sa'id ibn Zaid, que foi à Síria após o encontro em Badr e recebeu de Muhammad uma porção do espólio e a garantia de recompensa futura – totalizando 14 pessoas.

Dos Banu Jumah: Uthman ibn Maz'um, com seu filho al Sa'id e seus irmãos Qudama e Abd Allah e Ma’mar ibn al-Harith – totalizando 5 pessoas.

Dos Banu Sham ibn Amr: Khunais ibn Khudhafa.

Dos Banu Amir ibn Lu’ayy: Abu Sabra ibn Abi Ruhm, Abd Allah ibn Makhrama, Abd Allah ibn Suhail, que saiu com seu pai e que em Badr esteve próximo a Muhammad, lutando ao seu lado. ‘Umayr ibn Auf, um ex-escravo de Suhail e Sa'd ibn Khawla, um ex-escravo dos Banu Amir (do Iêmen) – totalizando 5 pessoas.

Dos Banu al-Harith ibn Fihr: Abu Ubaida Amir ibn al-Jarrah, Amr ibn al-Harith, Suhail ibn Wahb e seu irmão Safwan, filhos de Baida’ e Amr Abi Sarh – 5 pessoas.

O número completo dos IMIGRANTES (que emigraram de Meca e que estiveram em Badr e aos quais Muhammad deu uma porção do espólio e assegurou uma recompensa futura) é 83. (Muitos estudiosos também incluem a esse número: Wahb ibn Sa'd e Hatib Ibn Amr, dos Banu Amir ibn Lu’ayy, e Iyad ibn Abi Zuhair, dos Banu al-Harith ibn Fihr.)

Dos AUXILIADORES de Medina, da parte dos ausitas:

Dos Banu Abd al-Ashhal: Sa'd ibn Mu'adh, Amr ibn Mu’adh, Harith ibn Aus, Harith ibn Anas.

Dos Banu Ubayd ibn Ka’b: Sa'd ibn Zaid, Salama ibn Salaama, Abbad ibn Bishr, Salama ibn Thabit, Raafi’ ibn Jazid, Harith ibn Khazama, um aliado dos Banu Auf. Muhammad ibn Masluma e Salama ibn Aslam, dois aliados dos Banu Haritha, Abu al-Haitham e ‘Ubaid ibn al-Tayyihan (segundo outros, ‘Atik ibn al-Tayyihan) e Abd Allah ibn Sahl (um irmão dos Banu Zaura, segundo outros um ghassanida) – ao todo, 15 pessoas.

Dos Banu Sawaad ibn Ka’b, que era chamado Zafr: Qatada ibn al Nu’man e ‘Ubaid ibn Aus – 2 homens. (O segundo era chamado Muqarrin, porque em Badr ele prendeu quatro prisioneiros juntos. Também foi ele quem, naquele dia, capturou Aqil ibn Abi Talib.)

Dos Banu Abd ibn Razaah: Nasr ibn al-Harith, Mu'attab ibn Abd e Abd Allah ibn Tariq, um de seus aliados do Bali – ao todo, 3 homens.

Dos Banu Haritha ibn al-Harith: Mas’ud ibn Sa'd (segundo os outros, ibn Abd Sa'd), Abu Abs ibn Jabr e seus aliados: Abu Burda Hani ibn Niyar, do Bali – ao todo, 3 pessoas.

Dos Banu Dubai’a ibn Zaid: ‘Assim ibn Thabit, Qays Abu al-Aqlah ibn ‘Isma, Mu'attib ibn Qushair, Abu Mulail ibn al-Az’ar e Sahl ibn Hunaif – ao todo, 5 homens.

Dos Banu Umaiyya ibn Zaid ibn Malik: Mubashshir ibn Abd al-Mundhir e seu irmão Rifa’a, Sa'd ibn Ubaid, ‘Uwaim ibn Sa'ida, Raafi’ ibn ‘Unjuda, que, segundo ibn Hisham, era o nome de sua mãe, ‘Ubaid ibn Abi ‘Ubaid e Tha’laba ibn Hatib. Foi afirmado que Abu Lubaba e Harith ibn Hatib saíram com Muhammad, mas que foram enviados de volta a Medina, com o último deles como governador de Medina. Ambos receberam uma porção dos espólios – um total de 9 homens (Muhammad os enviou de volta a Rawha, bem como Hatib ibn Amr; o nome de Lubaba era Bashir).

Dos Banu ‘Ubaid ibn Zaid ibn Malik: Unais ibn Qatada e seus aliados de Bali: Ma’n ibn Adi, Thabit ibn Aqran, Abd Allah ibn Salama, Zaid ibn Aslam e Rib’i ibn Rafi, Assim ibn Adi também havia saído para batalha, mas Muhammad enviou-lhe de volta e garantiu-lhe uma porção dos espólios – ao todo, 7 homens.

Dos Banu Tha’laba ibn Amr ibn Auf: Abd Allah ibn Jubair, Assim ibn Qays, Abu Dayyah ibn Thabit, Abu Hanna (ele era um irmão dos Abu Dayyah; segundo alguns outros, ele era chamado “Abu Habba”), Salim ibn ‘Umayr, al-Harith ibn al-Nu’man, Khawwat ibn Jubair, que também recebeu sua porção de Muhammad, tal como os guerreiros em Badr receberam – ao todo, 7 pessoas.

Dos Banu Jahjaba ibn Kulfa ibn Auf: Mundhir ibn Muhammd e seus aliados dos Banu Unaif: Abu ‘Uqail ibn Abd Allah – 2 homens; segundo outros: Taim ibn Irash e Qasmil ibn Faran.

Dos Banu Mu'awiya ibn Malik: Jabr ibn Atik e um de seus ex-escravos de Muzaina, Malik ibn Numaila, e outro ex-escravo de Bali, Nu’man ibn Asar – 3 pessoas.

Ao todo, houve 61 ausitas com Muhammad em Badr, incluindo aqueles a quem foi dada uma porção dos espólios e a quem foi prometida uma recompensa.

Também da parte dos AUXILIADORES de Medina em Badr, houve os KHAZRAJITAS:

Dos Banu Imri al-Qays ibn Malik (dos Banu al-Harith ibn al-Khazraj): Kharija ibn Zaid, Sa'd ibn Rabi’, Abd Allah ibn Rawaha, e Khallad ibn Suwaid – 4 pessoas.

Dos Banu Zaid ibn Malik: Bashir e Simak ibn Sa'd – 2 homens.

Dos Banu ‘Adi ibn Ka’b ibn Khazraj: Subay’ ibn Qays e Abbad ibn Qays e Abd Allh ibn Abs – 3 pessoas.

Dos Banu Ahmar ibn Haritha: JAzid ibn al-Harith, chamado Ibn Fushum – 1 homem (Fushum era o nome de sua mãe, que pertencia aos Banu al-Qain ibn Jisr).

Dos Banu Jusham ibn al-Harith e Zaid ibn al-Harith, os dois irmãos gêmeos: Khubaib ibn Isaf, Abd Allah ibn Zaid e seu irmão Huraith ibn Zaid, e, conforme se pensa, também Sufyan ibn Bishr – 4 homens.

Dos Banu Jidara: Tamim ibn Ya’aar, Abd Allah ibn ‘Umayr, Zaid ibn al-Muzayyin e Abd Allah ibn Urfuta – 4 homens.

Dos Banu al-Abjar ibn Auf, que são os Banu Khudra: Abd Allah ibn Rabi’a – 1 homem.

Dos Banu Auf ibn al-Khazraj, e dos Banu ‘Ubaid ibn Malik, que eram chamados Banu al-Hublah: Abd Allah ibn Abd Allah ibn Ubai, que era conhecido como Ibn Shalul, cuja mãe foi Ubais, e Aws ibn Khawli – 2 homens.

Dos Banu Jaz’ ibn Adi ibn Maalik: Zaid ibn Wadi’a, e Uqba ibn Wahb, um de seus ex-escravos dos Banu Abd Allah ibn Ghatafan, e Rifa’a ibn Amr, e ‘Amir ibn Salama, outro ex-escravo do Iêmen (segundo alguns, seu nome era ‘Amr ibn Salama, de Bali, de Quda’a) e Abu Humaida Ma’bad ibn Abbad (Ubada) e ‘Aamir ibn al-Bukair, um ex-escravo (segundo outros, ‘Aamir ibn al-Ukair, ou Aasim ibn al-Ukair) – 6 homens.

Dos Banu Saalim ibn Auf (dos Banu al-‘Ajlan ibn Zaid), Nawfal ibn Abd Allah – 1 homem.

Dos Banu Asram ibn Fihr: Ubada ibn al-Samit e seu irmão Aus ibn al-Samit – 2 homens.

Dos Banu Da’d ibn Fihr: Al-Nu’man ibn Malik, chamado Qawqal – 1 homem.

Dos Banu Quryuush (ou Quryuus) ibn Ghanm: Thabit ibn Hazzal – 1 homem.

Dos Banu Mardakhah ibn Ghanm: Malik ibn al-Dukhshum – 1 homem.

Dos Banu Lawdhan ibn Saalim: Rabi’a ibn Iyaas e seu irmão Waraqa ibn Iyaas, e Amr, um ex-escravo (segundo outros, também irmão de Rabi’as) – 3 homens.

Em adição: de seus aliados de Bali, e dos Banu Udayna (Udayna era o nome de sua mãe, seu pai era chamado Amr ibn Umara): Al-Muhadhdhar ibn Dhiaad (seu nome era Abd Allah), Ubada ibn al-Khashkhaash, Nahhab ibn Tha’laba (segundo outros, Bahhaath) e Abd Allah ibn Tha’laba; alguns dizem que ‘Utba ibn Rabi’a, um de seus aliados, de Bahra, também estava presente em Badr (outros dizem que o nome era ‘Utba ibn Bahz e que era dos Banu Sulaim) – 5 homens ao todo.

Dos Banu Saa’ida ibn Ka’b (dos Banu Tha’laba ibn al-Khazraj): Abu Dujana Simaak ibn Kharasha (ou ibn Aus ibn Kharasha) e al-Mundhir ibn Amr – 2 homens.

Dos Banu al-Badi ibn Amir: Abu Usayd Maalik ibn Rabi’a e Maalik ibn Mas’ud – 2 homens.

Dos Banu Tariif ibn al-Khazraj: Abd Rabbihi ibn Haqq – 1 homem. E de seus aliados de Juhaina: Ka’b ibn Himaar (ou ibn Jammaz, ele era de Ghubsham) Damra, Ziyad e Basbas, os filhos de Amr (outros dizem que Damra e Ziyad eram filhos de Bishr) e Abd Allah ibn ‘Aamir, de Bali – 5 homens ao todo.

Dos Banu Haraam (um ramo dos Banu Salama): Khiraash ibn al-Sammah, al-Hubab ibn al-Mundhir, ‘Umayr ibn al-Humam, Tamim (um ex-escravo de Khirash), Abd Allah ibn Amr, Um’aadh ibn Amr, Mu'awwidh ibn Amr, Khallaad ibn Amr, ‘Utba ibn Aamir, Habib ibn Aswad (um de seus ex-escravos), Thabit ibn Tha’laba e ‘Umayr ibn al-Haarith – ao todo, 12 homens.

Dos Banu ‘Ubaid ibn Adi (dos Banu Khansa’ ibn Sinan ibn ‘Ubaid): Bishr ibn al-Baraa’, al-Tufail ibn Maalik, al-Tufail ibn al-Nu’maan, Sinaan ibn Saifi, Abd Allah ibn al-Jadd, ‘Utba ibn Abd Allah, Jabbar ibn Sakhr, Khaarija e Abd Allah ibn Humair (dois aliados dos Banu Duhmaan) – 9 homens.

Dos Banu Khunaas ibn Sinaam: Yaziid ibn al-Mundhir e Ma’qil ibn al-Mundhir, Abd Allah ibn al-Nu’maan, al-Dhahhaak ibn Haaritha, Sawaad ibn Zuraiq (segundo outros, Ibn Rizn), Ma’bad ibn Qays e Abd Allah ibn Qays – 7 pessoas.

Dos Banu Nu’man ibn Sinan ibn Ubaid: Abd Allah ibn Abd Manaaf, Jaabir ibn Abd Allah, Khulaida ibn Qays e Nu’maan ibn Yasaar (um de seus ex-escravos) – 4 homens.

Dos Banu Sawaad ibn Ghanm (dos Banu Hadida ibn Amr): Abu al-Mundhir Yazid ibn Amir, Sulaim ibn Amr, Qutba ibn Aamir, e ‘Antara ibn Amr (um ex-escravo de Sulaim) – 4 pessoas.

Dos Banu ‘Adi ibn Naabi ibn Amr: Abs ibn Aamir, Tha’laba ibn Ghanama, Abu al-Yasar (que é Ka’b ibn Amr), Sahl ibn Qays, Amr ibn Talq, Mu’aadh ibn Jabal – 6 homens. (Ibn Ishaq sustenta que: Mu'aadh ibn Jabal, Abd Allah ibn Unais e Tha’lab ibn Ghanama eram todos membros dos Banu Sawaad e que foram aqueles que esmagaram os ídolos dos Banu Salima. Mas Mu'aadh ibn Jabl não era dos Banu Sawaad, embora Ibn Ishaq tenha o reconhecido assim, pois pertenceu aos Banu ‘Adi.)

Dos Banu Mukhallad ibn ‘Aamir ibn Zuraiq (segundo outros, ibn al-Azraq): Qays ibn Muhssan (segundo outros, Ibn Hissn), Abu Khalid Harith ibn Qays, Jubair ibn Iyaas, Abu Ubada Sa'd ibn Uthman e seu irmão Uqba ibn Uthman, Dhakwan ibn Abd Qays e Mas’uud ibn Khalada – 7 homens.

Dos Banu Khaalid ibn Amir ibn Zuraiq: Abbaad ibn Qays – 1 homem.

Dos Banu Khalada ibn Aamir ibn Zuraiq: As’ad ibn Yaziid, al-Faakih ibn Bischr (segundo outros, ibn Busr), Mu'aadh ibn Maa’iss, seu irmão ‘Aa’id ibn Maa’iss e Mas’uud ibn Sa'd – 5 homens.

Dos Banu al-Ajlan ibn Amr: Rifa’a ibn Raafi’ e seu irmão Khallad ibn Raafi’ e ‘Ubaid ibn Zaid – 3 homens.

Dos Banu Bayaada ibn Amr: Ziyaad ibn Labiid, Farwa ibn Amr, Khaalid ibn Qays, Rujaila ibn Tha’laba (segundo outros, ele era chamado Rukhaila), ‘Attiyya ibn Nuwaira e Khulaifa ibn Adi (segundo outros, chamado de Ulaifa) – 6 homens.

Dos Banu Habib ibn Abd Haaritha: Raafi’ ibn al-Mu'alla – 1 homem.

Dos Banu al-Najjar (que é Taimallah, dos Banu Tha’laba ibn Abd Auf): Abu Ayyuub Khaalid ibn Yaziid – 1 homem.

Dos Banu ‘Usairah ibn Abd ‘Auf: Thaabit ibn Khaalid – 1 homem.

Dos Banu ‘Amr ibn Abd ‘Auf: ‘Umaarah ibn Hazm e Suraaqa ibn Ka’b – 2 homens.

Dos Banu ‘Ubaid ibn Tha’laba ibn Ghanm: Haaritha ibn al-Nu’man e Sulaim ibn Qays – 2 homens.

Dos Banu Aa’idh ibn Tha’laba ibn Ghanm (segundo alguns, chamado ‘Aabid): Suhail ibn Raafi’ e ‘Adi ibn al-Zaghba’ (um de seus aliados de Juhaina) – 2 homens.

Dos Banu Zaid ibn Tha’laba: Mas’uud ibn Aus, Abu Khuzaima ibn Aus e Raafi’ ibn al-Haarith – 3 homens.

Dos Banu Sawad ibn Malik: ‘Auf, Mu'awwidh e Mu'aadh, dos filhos de al-Harith e os filhos de Afraa’, al-Nu’maan ibn ‘Amr (chamado de Nu’aimaan, segundo ibn Hisham), ‘Aamir ibn Mukhallad, Abd Allah ibn Qays, ‘Ussaima (um aliado de Ashja’), Wadii’a ibn Hamr (um aliado de Juhaina), Thabit ibn Amr. (Algusn dizem que Abu al-Hamraa’, um ex-escravo dos al-Harith ibn Afra, também estava em Badr.) – ao todo, 10 homens.

Dos Banu ‘Aamir ibn Maalik (dos Banu ‘Atiik ibn ‘Amr ibn Mabdhuul): Tha’laba ibn Amr, Sahl ibn ‘Atiik, al-Haarith ibn al-Sammah, que permaneceu atrás em Rawha, a quem Muhammad ainda assim deu sua porção – 3 homens. Dos Banu ‘Amr ibn Maalik, que são filhos de Hudaila (filha de Maalik ibn Zaid Allah): Ubayy ibn Ka’b e Anas ibn Mu'aadh – 2 homens.

Dos Banu ‘Adi ibn ‘Amr ibn Maalik (filhos de Ma’aalah): Aus ibn Thaabit, Abu Sheich Ubayy ibn Thaabit (irmão de Hassaan ibn Thaabit) e Abu Talha Zaid ibn Sahl – 3 homens.

Dos Banu ‘Adi ibn al-Najjaar (dos Banu ‘Adi ibn Ghanm): Haaritha ibn Suraaqa, ‘Amr ibn Tha’laba (chamado Abu Hakiim), Saliit ibn Qays, Abu Saliit (que é Usaira ibn ‘Amr), ‘Amr Abu Khaarija ibn Qays, Thaabit ibn Khansaa’, ‘Aamir ibn Umaiyya, Muhriz ibn ‘Aamir, Sawaad ibn Ghaziyya (segundo outros, chamado de Sawwaad, um aliado de Bali) – 8 homens.

Dos Banu Haraam ibn Jundub: Abu Zaid Qays ibn Sakan, Abu al-A’war ibn al-Haarith ibn Zhaalim (segundo outros, ele era Abu al-A’war Haarith ibn Zhaalim), Sulaim ibn Milhaan e Haram ibn Milhaan – 4 homens.

Dos Banu Maazin ibn al-Najjar (dos Banu ‘Auf ibn Mabdhuul): Qays ibn Asi Saa’saa’ah (chamado ‘Amr), Abd Allah ibn Ka’b e ‘Ussaima (seu aliado dos Banu Asad) – 3 homens.

Dos Banu Khansaa’ ibn Mabdhuul: ‘Umayr ibn ‘Aamir e Suraaqa ibn ‘Amr – 2 homens.

Dos Banu Tha’laba ibn Maazin: Qays ibn Mukhallad – 1 homem.

Dos Banu Diinaar ibn al-Najjar (dos Banu Mas’uud ibn Abd al-Assal): al-Nu’mann ibn ‘Abd ‘Amr, seu irmão Dahhaak, seu irmão do lato materno Sulaim ibn al-Haarith, Jaabir ibn Khaalid e Sa'd ibn Suhail – 5 homens.

Dos Banu Qays ibn Maalik: Ka’b ibn Zaid e seu aliado com que fez aliança, Bujayr ibn Abi Bujair – 2 homens.

Ao todo, houve 170 khazrajitas com Muhammad em Badr.

O número total de muçulmanos que batalharam em Badr, incluindo aqueles a quem Muhammad concedeu uma porção dos espólios e aos quais foi prometida uma recompensa, foram 314; a saber, 83 emigrantes (de Meca), 61 ausitas (Auxiliadores de Medina) e 170 khazrajitas (Auxiliadores de Medina).

6.02.26 -- Os nomes dos muçulmanos que caíram em Badr

Dos CORAIXITAS (de Meca), 6 muçulmanos morreram em Badr.

Dos Banu Abd al-Muttalib: ‘Ubaida ibn al-Haarith, morto por ‘Utba ibn Rabi’a, que cortou sua perna, de modo que morreu em Safraa’.

Dos Banu Zuhra ibn Kilaab: ‘Umayr ibn Abi Waqqaas, (segundo ibn Hisham, um irmão de Sa'd) e Dhu al-Shimaalain ibn Abd ‘Amr (seu aliado de Khuzaa’ah).

Dos Banu ‘Adi ibn Ka’b: ‘Aaqil ibn al-Bukayr (um aliado dos Banu Sa'd ibn Laith) e Mihja’ (um ex-escravo de ‘Umar bin al-Khattaab).

Dos Banu al-Harith ibn Fihr: Safwaan ibn Baida.

Dos AUXILIADORES (de Medina), 8 muçulmanos caíram.

Dos Banu ‘Amr ibn Auf: Sa'd ibn Khaithama e Mubashshir ibn Abd al-Muhdhir.

Dos Banu al-Haarith ibn al-Khazraj: Yaziid ibn al-Haarith, chamado de Fus-Hum.

Dos Banu Salama (da tribo dos Banu Haaram): ‘Umayr ibn al-Humaam.

Dos Banu Habiib ibn Abd Haaritha: Raafi’ ibn al-Mualla.

Dos Banu al-Najjar: Haaritha ibn Suraaqa.

Dos Banu Ghanm: ‘Auf e Mu'awwidh, filhos de Haarith ibn Rafaa’a ibn Sawaad e sua esposa ‘Afraa’.

* Ressalva: Aquilo omitimos uma lista adicional de 50 politeístas de Meca que também morreram em Badr: dos Banu ‘Abd Shams (12 homens), dos Banu Nawfal (2 homens), dos Banu Asad (5 homens), dos Banu Abd al-Daar (2 homens), dos Banu Taym ibn Murra (2 homens), dos Banu Makhzuum (17 homens), dos Banu Sham (5 homens) dos Banu Jumah (3 homens) e dos Banu ‘Aamir (2 homens). – Também foi omitida uma lista de 43 prisioneiros dos politeístas de Meca que foram capturados em Badr. – Finalmente, um total de 37 páginas de poesia foram omitidos aqui, poemas que foram declamados por muçulmanos após a vitória em Badr.

Após seu retorno, Muhammad permaneceu apenas sete noites em Medina. Então ele saiu contra os Banu Sulaim até que alcançou um de seus poços, que é chamado de al-Kudr. Ali ele permaneceu por três noites até retornar a Medina, sem encontrar o inimigo. Ali permaneceu pelo restante de Shawwal (décimo mês) e o mês de Shu al-Qa’da (décimo primeiro mês). Durante este tempo, a maior parte dos coraixitas pagou fiança.*

* A libertação de coraixitas capturados se tornou um negócio lucrativo. Então Muhammad ampliou a prática de tomar reféns em guerra santa para que se tornasse um princípio legal.

6.02.27 -- A campanha de Sawiiq (maio e junho de 624 d.C.)

No mês de Dhu al-Hijja (12º mês), Abu Sufyan ibn Harb (de Meca) assumiu a campanha militar de Sawiiq. Nesse ano, os descrentes foram responsáveis pela peregrinação. Segundo o relato de Muhammad ibn Ja'far e outras autoridades competentes, que ouviram de Abd Allah ibn Ka’b, um dos Auxiliadores mais versados, o seguinte aconteceu: quando Abu Sufyan voltou a Meca com os refugiados de Badr, ele fez um voto de que não lavaria sua cabeça até ele saísse para guerrear contra Muhammad. Para cumprir seu voto, ele comissionou 200 cavaleiros dos coraixitas e viajou da planície elevada até a fronte de Qanat, onde ergueram acampamento no monte Thayb, há cerca de uma parada de Medina.

Durante a noite ele foi ter com os Banu Nadir (uma tribo de judeus em Medina) e bateu à porta de Hujai ibn Akhtab. Como tivera medo, ele não abriu a porta, e ele foi a Sallam ibn Mishkan, que naquele tempo era o tesoureiro dos Banu Nadir, e pediu para entrar. Sallam o pôs para dentro, dêu-lhe comida e bebida e o deixou a par da situação em Medina. Quando a noite estava quase acabando, Abu Sufyan retornou aos seus companheiros. Então ele enviou alguns de seu povo para a região de ‘Uraid, onde queimaram muitas tamareiras e mataram um dos Auxiliadores com seus aliados, que estavam no campo. Então retornaram.

Quando as notícias do ataque chegaram, Muhammad os perseguiu até Qarqarat al-Kudr. Porém, não puderam alcançá-los, por isso Muhammad retornou a Medina. No caminho de volta, encontraram provisões que os coraixitas jogaram para que pudessem se mover mais rapidamente. Quando Muhammad retornou com eles, os muçulmanos o perguntaram: “Você deseja que isso nos seja creditado como guerra santa?” Ele respondeu: “Sim”. Ele empossou Lubaba Badhir ibn Abd al-Mundhir como governador de Medina. Essa batalha foi chamada de Sawiiq (farinha), porque os descrentes jogaram boa parte de suas provisões, as quais caíram nas mãos dos crentes.

6.02.28 -- As campanhas de Dhu Amar (julho de 624 d.C.) e de al-Furu’ por Bahran (outubro e novembro de 624 d.C.)

Após a batalha de Sawiqq, Muhammad permaneceu o resto do mês Dhu al-Hijja (12º mês) em Medina. Então ele encarregou uma campanha militar a Najd contra Ghatafan, sendo esta chamada de a Batalha de Dhu Amar. Durante esse tempo, ele instalou Uthman ibn ‘Affan como governador de Medina. Ele permaneceu quase o mês inteiro de Safar (2º mês) em Najd. Então ele retornou a Medina sem encontrar o inimigo, onde permaneceu por todo o mês de Rabi’a al-Awwal (3º mês).

Então ele instalou Ibn Umm Maktuum como governador de Medina e saiu novamente contra os coraixitas. Ele chegou até as minas de Bahraan*, em Hijaz, na região de al-Furu’, uma vila mais próxima de Medina do que de Meca. Ali passou todo o mês de Rabi’a al-Akhir (4º mês) e Jumada al-Ula (5º mês), sem encontrar qualquer inimigo, antes de novamente retornar a Medina.**

* “Bahraan” fica a cerca de 170km a sudeste de Medina.
** Paulo escreveu: “Façam todo o possível para viver em paz com todos.” (Romanos 12:18).

6.02.29 -- O cerco à tribo judaica dos Banu Qaynuqa’* em Medina (abril de 624 d.C.)

Nesse interim, a campanha contra os Banu Qaynuqa’ se aproximou, causando o seguinte: Muhammad reuniu os Banu Qaynuqa’ no mercado desses e disse-lhes: “Ó, assembleia dos judeus! Temam a punição de Allah, tal como eu feri os coraixitas, e se tornem muçulmanos! Vocês sabem que eu sou um profeta enviado por Allah. Vocês encontram isso em suas Escrituras e possuem um conhecimento secreto divino a este respeito.”

* Os Banu Qaynuqa’ eram um clã de judeus que vivia em Medina.

A isso eles responderam: “Ó, Muhammad! Você nos tem como homens de seu povo. Não seja cego. Você encontrou pessoas que não tinham a menor ideia de como guerrear. Então você encontrou oportunidade para derrotá-los. Mas, por Allah, se você lutar contra nós, você verá que somos homens!”

Al-‘Assim relatou-me que os Banu Qaynuqa’ foram os primeiros judeus a romper a aliança com Muhammad e a empreender guerra contra ele entre Badr e Uhud.

Abd Allah ibn Ja’far descreveu a contenda com os Banu Qaynuqa’ da seguinte forma: “Uma mulher árabe trouxe leite para vender no mercado dos Banu Qaynuqa’, se sentou diante da loja de um ourives judeu. Os judeus exigiram que ela removesse o véu de seu rosto, mas ela se recusou. O ourives prendeu a ponta de seu vestido por trás, de modo que a parte de trás de suas vestes ficou solta quando ela se levantou. Os judeus riram-se dela, mas ela gritou. Um muçulmano veio e matou o ourives. Os judeus caíram sobre o muçulmano e o mataram. Os muçulmanos rapidamente clamaram a seus membros por ajuda, então começou a guerra entre eles e os Banu Qaynuqa’.” Muhammad os cercou até que eles se renderam.*

* Essa descrição da primeira guerra civil em Medina mostra que as razões dadas para esse evento foram exageradas. Na batalha de Badr, Muhammad não conseguiu espólio suficiente para sustentar seus guerreiros. Agora, com a aquisição da riqueza dos judeus ricos, ele buscava uma compensação suficiente e ajuda para seus emigrantes.

Após Allah conceder-lhes autoridade, Abd Allah ibn Ubayy foi ter com ele e pediu-lhe que tratasse bem seus clientes, já que os Qaynuqa’ eram aliados dos khazrajitas. Muhammad se afastou dele. Abd Allah então agarrou-lhe pela parte superior de sua cota de malha. Muhammad gritou: “Me deixe ir!” Ele ficou tão furioso que seu rosto ficou vermelho escuro. Mas Abd Allah jurou: “Eu não te deixarei ir até que mostre misericórdia para com meus aliados. Eles são 700 guerreiros, sendo que 300 deles têm armadura, e me protegerão contra os vermelhos e negros.* Você não pode eliminá-los em uma manhã porque, por Allah, eu temos que o destino será mudado.” Então Muhammad respondeu: “Muito bem, então eu dou eles a você!”

* Os árabes e os persas, ou talvez todos os povos, são descritos como vermelhos e negros. Segundo alguns lexicógrafos, essa designação se aplica apenas a beduínos (Muhit al-‘Arab). Outros mantêm que os vermelhos são cavaleiros e os negros beduínos.

Durante o cerco, que durou 15 dias, Bashir ibn Abd al-Mundhir foi governador sobre Medina.

Abu Ishaq ibn Yasar relatou: Quando os Qaynuq’ estavam em guerra contra Muhammad, Abd Allah ibn Ubayy veio se unir a eles. Ubada ibn al-Samit, dos Banu ‘Auf, que, à semelhança de Abd Allah, era deles aliado, foi a Muhammad e os traiu. Diante de Allah e de Seu mensageiro, e renunciou à sua aliança com eles. Ele disse: “Ó, mensageiro de Allah! Eu tomo a Allah, seu mensageiro e aos crentes como protetores e renuncio ao meu acordo e amizade com esses descrentes!” Os seguintes versos se referem a ele e Abd Allah na Sura al-Ma’ida: “51 Ó fiéis, não tomeis por confidentes os judeus nem os cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por confidentes, certamente será um deles; e Deus não encaminha os iníquos. 52 Verás aqueles que abrigam a morbidez em seus corações apressarem-se em Ter intimidades com eles, dizendo: Tememos que nos açoite uma vicissitude! Oxalá Deus te apresente a vitória ou algum outro desígnio Seu e, então, arrepender-se-ão de tudo quanto haviam maquinado.” (Sura al-Maida 5:51,52).*

* O racha entre os muçulmanos e o Povo do Livro (judeus e cristãos) ficou maior e maior, pois eles não podiam aceitar a Muhammad como profeta. Essa separação se solidificou com diversas revelações, de modo que até hoje contam como ordens divinas para todos os muçulmanos (Sura al-Maida 5:82).

6.02.30 -- O envio de Zaid ibn Haritha a al-Qarada (novembro de 624 d.C.)

O que se segue é a história do envio de Zaid ibn Haritha a Qarada, uma nascente de água em Najd, onde ele atacou as caravanas dos coraixitas, na qual Abu Sufyan ibn Harb também viajava. Desde o encontro em Badr, os coraxitas temiam passar por sua rota normal em direção à Síria. Portanto, eles pegaram um caminho que passava pelo Iraque. Em uma ocasião, diversos mercadores pegaram o mesmo caminho, entre os quais estava Abu Sufyan. Eles tinham muita prata consigo, o que era seu principal produto de comércio. Eles contrataram Furat ibn Hayyan, um homem dos Banu Bakr, para conduzi-los. Muhammad enviou Hayyan à nascente de água para atacá-los. Toda a carga de mercadorias, incluindo animais de carga, caiu em suas mãos. Não obstante, os homens conseguiram escapar. Então Zaid levou o espólio a Muhammad.*

* João, o que preparou o caminho para Jesus, disse: “A ninguém trateis mal nem defraudeis” (Lucas 3:14). O Apóstolo Paulo disse: “De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário” (Atos 20:33), e Jesus revelou: “Há maior felicidade em dar do que em receber” (Atos 20:35).

6.02.31 -- O assassinato do judeu Ka’b ibn al-Ashraf próximo a Medina (agosto e setembro de 624 d.C.)

A história de Ka’b ibn al-Ashraf foi assim, segundo o relato de Abd Allah ibn al-Mughith. “Quando, após a derrota dos coraixitas, Zaid ibn Harith e Abd Allah ibn Rawaha chegaram a Medina como mensageiros de Muhammad (um na porção mais baixa e o outro na mais superior da cidade) para trazer aos crentes a notícia de vitória, Ka’b (um homem do clã de Tayyi’, dos Banu Nubhan, cuja mãe era dos Banu Nadir*) disse: ‘É verdade? Muhammad realmente matou os homens que Abd Allah e Zaid nos disseram? Eles são os mais nobres entre os árabes, a cabeça da humanidade. Por Allah, se Muhammad realmente os feriu, então a parte interna da terra é melhor do que a superfície.’”

* Os Banu Nadir eram outra tribo de judeus em Medina. Como a mãe de Ka’b vinha dessa tribo judaica, ele era considerado um líder dos judeus. Sua visita a Meca foi entendida como uma conspiração com o inimigo e tida como uma quebra de Aqaba (contrato de proteção).

Após esse inimigo de Allah ser convencido, ele seguiu seu caminho para Meca, onde desmontou à casa de Muttalib ibn Abi Wadaa ibn Dubayra, o Sahmita, cuja esposa, Atika, filha de Abu al-Is ibn Umaiyya, o recebeu com muito respeito. Ele incitou os de Meca contra Muhammad e recitou os seguintes versos, no qual chorava pelos coraixitas que foram lançados ao poço em Badr:

O moinho de Badr moeu os guerreiros,
Por esse desastre, muitas lágrimas devem rolar.
Os líderes da humanidade foram feridos ao lado das cisternas.
Que eles nunca sejam esquecidos!
Príncipes também foram deixados caídos,
Quantos genuínos, ilustres e honráveis
Morreram ali,
O refúgio do faminto foi ferido ali,
Doadores generosos quando as estrelas lançam seu brilho,
Quem carregou os pesados fardos, governando
Bem ao seu povo,
A quem um quarto do saque caiu,
Algumas pessoas de cuja raiva me agrada dizer,
Os calcanhares (Ka'b) de Ibn Ashraf não estão firmemente plantados,
Isso é verdade,
Se a terra tivesse se dividido na hora em que foram mortos,
Engolindo todos os seus moradores!
Que aquele que causou essa miséria,
Seja assolado pela praga,
Ou que viva para sempre surdo e cego,
Para sempre, com medo imenso!

Então Ka’b retornou a Medina, insultou os muçulmanos e entrou em relacionamento amoroso com as mulheres deles. Muhammad então perguntou: “Quem me trará descanso do filho de al-Ashraf?”* Muhammad ibn Maslama, um irmão dos Banu Abd al-Ashal respondeu: “Eu, ó mensageiro de Allah. Eu o ferirei.” Muhammad respondeu: “Faça assim se você puder!” Muhammad ibn Maslama então passou três dias sem comer ou beber. Quando Muhammad ouviu isso, ele o perguntou por que não comia e não bebia. Ele respondeu: “Eu fiz uma promessa a você e não sei se posso cumpri-la.” – “Então você deve se esforçar para conseguir!” – “Mas às vezes precisamos dizer o que não é verdade.” – “Diga o que te parecer bom. Está-te autorizado!”**

* Com essa pergunta típica, Muhammad clamou a seus seguidores para que traiçoeiramente assassinassem seus inimigos.
** Mentir é permitido na guerra santa. Em diversas ocasiões, Muhammad a autorizou, se tornando, portanto, um instigador de mentiras. Jesus, porém, é a verdade em pessoa, e deu a Seus discípulos o Espírito da Verdade, que os conduz a toda verdade – até mesmo em situações críticas.

Com Muhammad ibn Salama também estavam Abu Naila Silkan ibn Salama, um irmão adotivo de Ka’b, e Harith ibn Aus, ambos dos Banu al-Ashal, e Abu Abs ibn Jabr, dos Banu Haritha. Eles enviaram Silkan adiante de si a Ka’b, o inimigo de Allah, que, após ter falado com ela por um momento e recitado a eles alguns versos, disse-lhe: “A vinda daquele homem nos trouxe grande má sorte. Os beduínos nos tomam por inimigos e miram seus arcos para nós. As estradas nos foram privadas, de modo que nossas famílias perecem e nós mesmos sofremos.”*

* Essa declaração foi pura hipocrisia, visando fazer o inimigo de Allah falar confidencialmente.

Com isso, Ka’b respondeu: “Eu sou o filho de al-Ashraf e, por Allah, eu já te disse mais cedo como isso vai terminar.”

Então Silkan continuou: “Eu quero que você nos venda comida. Nós te daremos garantia de segurança e faremos contrato com você. Assim, você nos fará uma boa ação.”

Ka’b perguntou: “Você quer me dar suas crianças como penhor de segurança?” Silkan respondeu: “Você quer nos envergonhar. Eu tenho companheiros que compartilham de minhas ideias, aos quais te apresentarei. Venda a eles comida e seja benevolente. Como penhor, te darei armaduras, até darem o valor do débito total.”

Como Ka’b não desprezava as armas, ele disse: “Então está bem, as armas garantirão o repagamento.”

Silkan informou a seus companheiros sobre a conversa e os clamou que trouxessem as armas. Então eles se reuniram na casa de Muhammad.

Então os acompanhou até Baqi al-Gharqad. Ali ele os disse: “Vão em nome de Allah! Que Allah esteja com vocês!” Então Muhammad retornou para sua casa – era noite de lua cheia – e os outros seguiram seu caminho para terem com Ka’b.

Silkan bateu à porta. Ka’b, que pouco antes havia se casado, se levantou com seu cobertor. Sua esposa, porém, o segurou firme do outro lado e disse: “Você é um guerreiro e um guerreiro não sai a essa hora.” Ka’b respondeu: “É Silkan. Se ele tivesse me encontrado dormindo, ele não me acordaria!” Ela disse: “Eu percebo, por Allah, algum de maligno na voz dele!” Porém Ka’b respondeu: “Se eu convocasse o homem para uma batalha, ele me seguiria.” Então ele continuou e falou com eles por um tempo. Então eles perguntaram: “Você iria conosco ao desfiladeiro de Ajuz (fora de Medina), e ficaria lá conosco conversando pelo resto da noite?” Ele concordou e partiram juntos.

Após um tempo, Silkan esticou sua mão para uma mecha de cabelo na testa de Ka’b, então cheirou sua mão e disse: “Eu nunca senti um aroma mais agradável do que esse nesta noite.” Após um pouco, ele fez o mesmo, até que Ka’b ficou descuidado. Quando estendeu novamente seu braço, novamente pegou uma mecha de cabelo e gritou: “Matem o inimigo de Allah!” Eles se lançaram contra ele com suas espadas, mas não puderam matá-lo.

Muhammad ibn Maslama explicou: “Quando eu vi isso, eu me lembrei de uma adaga que deixei ao lado de minha espada. Eu a tomei e a penetrei com muita força em seu abdômen, de modo que ela o penetrou totalmente. O inimigo de Allah deu um grito tão grande que em uma fortaleza vizinha uma luz foi acesa. Então ele caiu. Harith ibn Aus foi ferido por uma de nossas espadas em seu pé ou na cabeça. Então retornamos aos Banu Umaiyya ibn Zaid, depois a Banu Quraiza, então passamos por Bu’ath, até que subimos o campo rochoso de Uraib. Harith ibn Aus, que estava fraco pela perda de sangue, ficou para trás por um momento. Nós esperamos por ele até que ele veio e nos seguiu. Nós então, ao longo da noite, o levamos a Muhammad, que estava orando.* Nós o saudamos e o informamos da morte do inimigo de Allah. Muhammad cuspiu sobre a ferida de nosso companheiro, e em seguida retornamos para nossas famílias.”

* Muhammad acompanhou esse assassinato com orações. Jesus, porém, cheio de amor por Seus inimigos, curou a orelha de Malco (Lucas 22:50,51).

Na manhã seguinte, os judeus estavam com medo por causa dessa morte. Ninguém tinha certeza de que viveria. Ka’b ibn Malik compôs o seguinte verso:

Ka’b permaneceu esticado lá fora, sobre suas mãos.
Sua morte trouxe humildade aos Banu Nadir.
Fortes espadas foram sacadas contra ele
Sob ordem de Muhammad,
Lá, na imobilidade da noite,
O irmão de Ka’b foi enviado contra ele.
Ele o seduziu e o derrubou com astúcia.
Mahmud é um homem fiel, ousado.

Hasan ibn Thabit cantou sobre Sallam ibn Abi al-Huqaiq e da morte de Ka’b com os seguintes versos:

Que Allah abençoe o anfitrião que você encontrou,
Tu, filho de al-Ashraf, e tu, filho de al-Huqaiq!
Cheios de orgulhos, partiram contra você de noite com
Suas espadas leves,
Como leões no mato selvagem,
Até chegarem à sua morada.
Eles fizeram você provar a morte com sua espada afiada,
Confiando no apoio fiel de seu profeta,
Desprezando qualquer infortúnio.

6.02.32 -- A história de Muhayyisa e Huwayyisa

Muhammad disse certa vez: “Matem todo judeu que cair em suas mãos!”* Muhayyisa ibn Aus, então, caiu sobre ibn Sunaina, um comerciante judeu, que lhe vendera roupas e outras mercadorias, e o matou. Huwayyisa, seu irmão mais velho, que naquele tempo ainda não era muçulmano, o reprovou e disse: “Você é um inimigo de Allah. Você matou um homem, e a maioria da gordura em seu corpo é proveniente daquilo que pertencia a ele!” Muhayyisa respondeu: “Por Allah, eu fiz isso seguindo a ordem do homem que eu obedecerei ainda que me ordene arrancar sua cabeça.” Então Huwayyisa disse: “Se é assim, então me converterei imediatamente ao islã!” Ele continuou: “Você realmente me mataria se Muhammad o ordenasse?” Quando seu irmão deu resposta afirmativa, ele exclamou: “Por Allah, uma religião que te torna capaz de tais atos é maravilhosa!”** Então ele se converteu ao islã. Essa história me foi contada por um ex-escravo dos Banu Haritha, que a ouviu da filha de Muhayyisa. Seu próprio pai a contou.

* Que ordem horrível! É uma história trágica que ainda é contada, com 1400 anos de história islâmica.
** Até essa época, elos humanos e a proteção dos clãs constituíam a lei mais sagrada entre os árabes. Se um homem abandonasse seu clã ou o atacasse, ele deveria ter certeza de ter encontrado um clã melhor, mais forte e superior que o acolhesse e o aceitasse.

Muhayyisa compôs o seguinte verso:

Se o filho de minha mãe se atreve a me censurar,
Serei ordenado a matá-lo,
Seu cérebro, quando eu o golpear, vai pendurar
Em uma espada brilhante e nítida, clara e
Polida como sal.
Não sofrerei se eu te matar
Ao obedecê-lo.
A nós tudo pertence entre Bosra e Ma'rib
(entre a Síria eo Iêmen)

Abu Ubaida me relatou sobre Abu Umar, de Medina: “Quando Muhammad conquistou os Banu Quraiza (tribo de judeus de Medina), ele deu ordem para sair contra 400 homens, que eram aliados dos Aus contra os Khazradj, para decaptá-los.* Os khazrajitas seguiram suas ordens com prazer; os ausitas, porém, posteriormente pareceram insatisfeitos. Muhammad pensou que eles estavam incomodados por causa da aliança que havia entre eles e os Quraiza. Então ele entregou os doze homens restantes dos Banu Quraiza aos ausitas e ordenou que cada dois ausitas executassem um judeu. Um deveria feri-lo e o outro deveria matá-lo. Entre esses doze também estava Ka’b ibn Yahudha, um dos mais bem estimado entre os Banu Quraiza. Ele foi executado por Muhayyisa e Abu Burda ibn Nahar.

* Essa ordem de Muhammad, de decaptar 400 inimigos, foi uma ordem para cometer assassinato em massa.

Muhayyisa haveria de desferir um golpe e Abu Burda o finalizar. Muhayyisa o acertou com um gospe de espada, o qual, porém, não arrancou-lhe a cabeça. Abu Burda, então, finalizou. Huwayyisa, que naquela época ainda era um descrente, disse a seu irmão: “Você matou Ka’b, e, por Allah, a maior parte da gordura em seu corpo vem dos pertences dele. Você é um homem desprezível.” Muhayyisa respondeu: “Alguém me ordenou que o matasse, eu obedeceria ainda que ele me mandasse arrancar sua cabeça.” Huwayyisa ficou chocado com essas palavras e o deixou. Posteriormente foi relatado: durante a noite, ele acordou e pensou maravilhado sobre as palavras de seu irmão. Na manhã seguinte ele exclamou: ‘Por Allah, essa é a fé verdadeira!’ Ele foi a Muhammad e se tornou muçulmano.”

* Uma fé que não é resultado de amor santo está morta (Tiago 2:19,20). Cristo nunca ordenou que qualquer um de Seus seguidores matasse seus inimigos ou oponentes, mas que, em amor, os abençoasse.

Em Shawwal (10º mês) do terceiro ano, os coraixitas saíram contra Muhammad na Batalha de Uhud.

6.03 -- TESTE

Prezado leitor,
Se você estudou com atenção esse volume, você facilmente será capaz de responder às seguintes questões. Quem responder corretamente 90% dessas questões, nos 11 volumes desta série, receberá de nosso centro um certificado escrito de reconhecimento em:

Estudos Avançados
da vida de Muhammad à luz do Evangelho

- como encorajamento para o futuro serviço para Cristo.

  1. Como aconteceu a Batalha de Badr?
  2. Como Abu Sufyan reagiu quando entendeu que sua caravana seria atacada?
  3. Qual é a diferença entre o anjo Gabriel, que apoiou Muhammad na Batalha de Badr, e o anjo que fortaleceu a Jesus no Jardim do Getsêmani?
  4. Por que Muhammad proibiu a morte da maioria dos politeístas na Batalha de Badr?
  5. Como Muhammad reagiu quando Abu Jahl foi morto?
  6. Que vantagem Muhammad e seus muçulmanos tiveram na vitória em Badr?
  7. Quais são os princípios mais importantes que foram revelados aos muçulmanos na Sura 8, al-Anfal?
  8. Quantos muçulmanos morreram na Batalha de Badr? Quanto politeístas perderam suas vidas?
  9. Por que a tribo de judeus Qaynuqa’ foi cercada por Muhammad em Medina? Como o confronto de Muhammad contra esses judeus terminou?
  10. Quem foi Ka’b ibn al-Ashraf e o que ele fez? Por que ele foi assassinado por muçulmanos em Medina?

Todo participante deste teste está autorizado, com o propósito de responder as questões, a usar qualquer livro disponível ou a questionar pessoas de confiança, conforme desejado. Aguardamos respostas escritas, incluindo seu endereço completo, seja em papel ou e-mail. Oramos a Jesus, o vivo Senhor, para que Ele possa chamá-lo, enviá-lo, fortalecê-lo e preservá-lo todos os dias de sua vida!

Unidos com você a serviço de Jesus,
Abd al-Masih e Salam Falaki.

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